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Mitos das fufas – a masculinidade

por Lucelia, em 07.12.13

 

Este é um se não o maior mito relacionado com as fufas que é o de toda a gente achar que somos todas masculinas que mais valia termos nascido homens o que é uma grandessíssima injustiça porque no nosso grupo há para aí uma, talvez duas, que são mais masculinas mas as restantes somos muito mulheres sim senhora! Eu acho que este mito foi iniciado pelas outras mulheres que têm uma inveja danada de nós porque elas não têm tempo para se arranjar convenientemente de manhã porque vai-se a ver e assim que se levantam têm que ir preparar a marmita dos maridos e depois ir acordar os filhos e limpar-lhes as remelas  e vesti-los e garantir que não saem de casa sem um papo-seco no bucho e ao fim disto tudo já está o Zé Manel com cara de poucos amigos à porta de casa porque já está atrasado para o serviço e a mulher ainda nem se vestiu! Pois tá claro que elas não têm tempo para elas e depois quando a gente chega todas empinocadas ao serviço elas ficam furiosas, fulas da vida mesmo e nem se lhes pode dizer nada se não queremos logo ouvi-las desfiar o rol de desgraças que é a vida delas e ah e tal tu sabes lá o que é a minha vida, o Manelinho e o Francisquinho dão-me cá uma trabalheira e tu não tens filhos não sabes nem sonhas a dificuldade que é! E nós a mordermos os lábios cheias de vontade de lhes perguntar para que raio tiveram filhos se andam o tempo todo a queixar-se deles mas o melhor é nem dizer nada para não comprarmos uma guerra porque se elas já andam com a pulga atrás da orelha em relação às lésbicas imagina se desatamos a dizer que a nossa vidinha é muito melhor que a delas porque ao menos temos tempo para nos empinocarmos e elas não!

 

Mas voltando à questão das fufas serem muito mulheres eu assim masculina mesmo só conheço a Zefa porque é uma verdade que o pai dela quando ela nasceu pensou que era um rapaz e foi logo contar a toda a gente que lhe tinha nascido o filho que ele queria e desejava e só mais tarde é que a mulher tomou coragem e lhe disse que o que ele tinha visto mais não era que o cordão umbilical. Não sei se foi disso ou se foi da avó a ter deixado cair de cabeça uma vez que ela se lhe atirou aos peitos, coitadinha devia estar cheia de fome, mas a avó assustou-se com aquilo porque já ninguém se lhe chegava ali tão perto desde o fim da guerra que lhe levou o marido paz à sua alma, e pumba, deixou cair a criança e aquilo pode ter-lhe causado um desarranjo de personalidade e se calhar é por isso que a Zefa é assim como é. Como usa o cabelito curto, vista de trás parece mesmo um homem e depois a andar e a falar assim com grandes gestos e assim alto que eu estou sempre a dizer-lhe que ela é uma senhora e deve comportar-se como tal que já não temos idade para andar por aí a causar espalhafato! Ela é masculina e não é só no físico, também tem trejeitos à homem como gostar de ver a bola e gostar de brasileiras. Enfim, das brasileiras nós também gostamos porque elas têm assim um jeitinho especial e tratam tão bem as pessoas, são tão simpáticas e tudo que depois há quem se aproveite, eu não porque sou discreta e não gosto de me meter em confusões que não sei como vão acabar porque eu posso ser mulher mas não sou parva como as outras que se casam e desatam a ter filhos por dá cá aquela palha e depois quem as atura somos nós porque os maridos entretanto pisgam-se para a bola, para petiscadas com amigos ou com brasileiras ou sabe-se lá para onde que quando lhes perguntamos pelo Zé Manel respondem-nos sempre que o filho da mãe isto ó aquilo e nós cheias de vontade de lhes perguntar então porque se casaram mas lá está, o melhor mesmo é ficarmos caladinhas e fingir que também temos assim problemas como elas porque as mulheres são muito invejosas e não gostam de ver ninguém de bem com a vida sem desatarem logo a inventar problemas onde não os há!

 

Mas tirando a Zefa que realmente encalha no mito, as outras são muito mulheres. A Micaela por exemplo trabalha num cabeleireiro e anda sempre muito bem arranjada. Ela até já foi esteticista mas depois cansou-se e nem foi de uma vez quase ter levado com um sapato na cabeça porque ia arrancando a pele à pardaleca duma cliente que ficou tão furiosa que aquilo foi uma escandaleira tal que até tiveram que chamar a polícia para tirar de lá a mulher, foi porque uma vez ia indo desta para melhor porque o patrão agora tem a mania que aquilo é um negócio low-cost e foi comprar as panelas de cera ali ao chinês da avenida e aquilo deu-lhe um safanico e ao mesmo tempo um choque à Micaela que ficou furiosa e disse ao patrão que se quisesse depilação que a fizesse ele porque ela já estava farta! Ainda fez uma perninha nas unhas mas como precisa de usar óculos mas não quer e não é por causa do preço porque a Rosalina trabalha numa óptica e até lhe fazia um desconto jeitoso, é mesmo só porque é muito vaidosa e acha que os óculos lhe estragam o conjunto, assim as unhas ficavam bem pintadas mas depois os dedos também e as clientes fartavam-se de reclamar. O busílis é que o patrão não a pode despedir porque deve uma pipa de massa ao pai da Micaela que o ajudou a montar o salão na condição que a filha lá trabalhasse e foi uma trabalheira convencer a rapariga porque ela é muito boa pequena mas é muito preguiçosa e passa mais tempo na conversa com as outras do que propriamente a lavar os cabelos às clientes que de vez em quando ainda se queixam porque ela distrai-se com as outras e depois a água sai demasiado quente ou demasiado fria e ela encolhe os ombros e diz que se não gostam do serviço que lavem os cabelos em casa o que é muito mau para o negócio e eu já lhe disse para ela ter tento na língua mas a rapariga é mesmo assim, muito jeitosa mas um bocadito destravada!

 

Em miúdas a Micaela e a Idalete até eram das raparigas mais bonitas aqui da zona e tinham imensos pretendentes que andavam sempre atrás delas e eu dou-te isto e aquilo e levo-te ao cinema e a jantar e elas aproveitavam-se claro, mas quando chegava a altura do ai agora tens que te despir para me pagar todos os bilhetes de cinema e jantares que enfardaste elas punham-se logo em sentido e mandavam-nos passear, às vezes tinham era que chamar a Zefa para ir com elas porque nem sempre os rapazes aceitavam de bom grado que o investimento não ia ter retorno e então lá tinha a Zefa que ameaçar que se eles voltassem a importuná-las iam ficar com uma cicatriz na cabeça assim igual à dela daquela vez que a avó a deixou cair de cabeça no chão.

 

Se calhar por isso também os homens espalham este mito porque as miúdas giras que eram lésbicas nunca lhes deram troco e eles ai é então vais ver o que vou dizer por aí e vai de dizer que as lésbicas são todas homens disfarçados que andam a comprar pilas no chinês, o que é mentira porque tirando a Micaela nem eu nem nenhuma das minhas amigas compramos seja o que for no chinês porque aquilo é tudo material de má qualidade que não dura nem um dia!

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publicado às 09:58

Mitos e manias das fufas – os dildos

por Lucelia, em 01.12.13

 

 

Confesso que tive alguma dificuldade em pensar em que categoria se enquadram estes objectos imprescindíveis na vida sexual de qualquer fufa em geral e naqui das da Rinchoa em particular. O dildo é assim uma coisa que dispensa apresentação, toda a gente sabe para o que serve e toda a gente tem uma forte opinião sobre ele. A parte do mito é toda a gente achar que os dildos são como os pénis, ou seja, para as mulheres vale tudo desde que seja preto, grande e grosso o que é um enorme disparate porque as pardalecas são tão ou mais complicadas do que as suas donas.

 

Escolher um dildo pode ser uma espécie de busca do Santo Graal na vida duma fufa, pode ter que experimentar dezenas de modelos até achar aquele que mais lhe convém e até pode precisar de dois, um para si mesma e outro para a parceira embora nem todas as fufas percebam que o lhe serve a si pode não dar para a outra, e aí começam as chatices em casa porque os dildos não são propriamente baratos e: ah e tal e deste não gosto e mas não gostas porquê? E ah porque é demasiado rijo! E não é nada tu é que não estás a facilitar a passagem! E até aposto que tás a fazer de propósito porque fui eu que escolhi este e tu querias era o outro! E esta é uma grande verdade tem que se admitir porque as fufas gostam de escolher os seus dildos e estão no seu direito, há quem diga que é mania mas eu até acho que não porque os direitos quando nascem são iguais para todos e cada qual é que sabe o que gosta de dar de comer à sua pardaleca e ninguém tem nada a ver com isso.

 

Voltando à necessidade que as mulheres têm dos seus dildos e antes que venha para aí alguém dizer que é mito eu digo já que não é porque para alguma coisa se inventaram os dedos e não é de agora que quando uma mulher mais nova se queixa a outra mais velha lá ouve o chavão olha coça a tua passarinha como eu coçei a minha, que isto das mulheres ficarem a chuchar nos dedos enquanto os maridos gozam com outras mulheres, almofadas, galinhas, ou um frasco de picles que para o caso deles tanto faz desde que tenha um buraco, isso é que é um grandessíssimo mito e então hoje em dia que há tanta escolha na internet, é mesmo só por preguiça que uma mulher não encontra aquilo que quer e precisa.

 

A demanda de um dildo consome-nos um bom bocado mas depois compensa, e isso é um facto! Há as que demoram o seu tempo e é preciso ter algum cuidado, e mesmo em tempos de crise eu digo sempre às minhas amigas que o barato sai caro. Sim porque por exemplo a Micaela que está sempre à procura de novidades foi ali ao chinês da avenida e viu assim uma caixinha que dizia massajador vibratório de banho e ela achou aquilo engraçado e resolveu experimentar e eu disse-lhe que era melhor ler as instruções mas aquilo vinha em chinês e ela só dizia lá tás tu com as tuas manias! Estás é invejosa porque eu ó menos dou o corpo às balas ao contrário de ti que tás sempre a queixar-te de tudo! O que é uma grande mentira porque eu até sou uma pessoa muito positiva e assim muito para a frente e tudo e só não gosto de me meter em coisas que não percebo e eu disse-lhe que ela é que sabia que a pardaleca era dela e que fosse em frente lá com o dildo chinês e ela vai e vou mesmo! E foi e quase se ia ficando porque assim que enfiou o massajador na água aquilo começa assim aos soluços e aos silvos e ela ao princípio achou piada porque achou que fazia parte do encanto do mecanismo mas depois quando viu as faíscas e aquilo a aquecer muito assustou-se e fez o que nunca por nunca se faz que foi deixar cair aquilo dentro de água e só por sorte não apanhou um choque daqueles que deixam uma pessoa com o cabelo em pé e a cheirar vagamente a queimado e é por isso que não me venham pedir para comprar coisas no chinês porque não há nada daquela loja que dure mais do que um dia ou um par de horas!

 

Ao menos a Idalete mandou vir o dela da Inglaterra e era assim uma éspecie de dois em um porque tinha o dildo e depois tinha um coelhinho montado nele com umas orelhitas que quando se ligava aquilo ficavam a dar a dar e a Idalete dizia a quem a quisesse ouvir que já não conseguia adormecer sem brincar primeiro com o coelhinho só que e esta é a parte chata dos vícios um dia as orelhitas do coelhinho deixaram de abanar e não era por falta de pilha e ninguém conseguia pôr aquilo a funcionar e a Idalete andava com uma depressão tão grande que parecia que lhe tinha morrido alguém e nem se lhe podia falar nisso que ela desatava logo a chorar.

 

E depois há aquelas fufas que têm verdadeiras coleções de dildos, assim tipo dildos para todas as ocasiões. Essas são aquelas que têm mais olhos que barriga que é como quem diz vão comprando porque podem vir a precisar porque nunca se sabe, quem já viu muitas pardalecas sabe que não há duas iguais e depois vai-se a ver e é para lá caixas e caixas de dildos a ganharem pó. Por isso é que eu digo, querer ter um bom dildo é normal, mais do que isso é pura mitologia!

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publicado às 19:12

Mitos das fufas – a promiscuidade

por Lucelia, em 28.11.13

 

 

Antigamente achava-se que as lésbicas eram aquelas mulheres que se andavam a esfregar umas todas nas outras sempre que tinham oportunidade e iam à casa de banho todas juntas. Afinal se demoravam lá tanto tempo dava para se vestirem e despirem umas quatro ou cinco vezes e nos entremeios encaixarem uns joguinhos entre elas. Depois vinham uns assim da moral e dos bons costumes dizer que elas eram todas umas porcas e umas devassas e que deviam ir várias vezes à igreja benzer-se muito para ver se aquilo passava. E a gente nem tugia nem mugia mas sempre que surgia alguma ameaça logo nos descartávamos que nem pensar não senhora que nós somos raparigas sérias e não como essas promíscuas que tanto se esfregam que até parece que têm sarna!

 

Mas agora que já estamos nos tempos modernos já podemos falar nisto abertamente e deitar por terra esse mito da fantasia masculina que é a lésbica oferecida. Pois nós não somos nada disso, pelo menos aqui as da Rinchoa, que se pensam que temos uma vida assim interessante e colorida cá vai o relado dum diazinho assim normal duma lésbica de meia-idade para verem onde é que entram os esfreganços que da última vez que parei para pensar já nem me lembro de quando foi!

 

Eu em geral acordo cedo, não porque tenha que estar em algum lado a uma hora fixa mas porque o corpo assim a modos que pede algum tipo de actividade mas nada de muito violento que os meus despertares são assim vagarosos. Pois tomo o meu cházinho com torradas, variando entre a manteiga e o doce conforme o orçamento mensal, e depois de um duche matinal que neste tempo não dura mais que uns minutos porque há-que poupar na água e no gás, vou dar as minhas voltinhas da praxe. Vou fazer os meus pagamentos ao banco que eles lá são tão simpáticos comigo e é sempre bom começar a manhã rodeada de sorrisos! Depois vou à mercearia do bairro e é só por respeito à memória da minha mãe que fico ali um pedacito sentada à beira da que foi sua melhor amiga, a D. Júlia, que nos dias melhores ainda me trata por menina e me passa para as mãos um saquinho com bolachas.

 

Depois vou ao talho pedir ao Sr. Fernando para me dar umas lascas de perú, sim que isto hoje em dia a carne está pela hora da morte, e mesmo assim tenho que insistir que me ponha das partes mais tenras porque ainda aqui à dias me parece que pôs para lá um bocado de osso que me ia partindo um dente. Eu gosto do Sr. Fernando porque é dos poucos aqui do bairro que ainda vende fiado mas ele já me disse no outro dia que essa modalidade de pagamento estava por um fio porque as finanças depois querem que ele lhes mostre a relação dos activos com os passivos, mas confesso que esta parte não percebi muito bem que eu nunca fui boa de contas. Fiquei foi um bocado aflita porque o fiado dava-me jeito porque assim pago-lhe sempre no dia em que vou levantar o dinheiro da baixa aos correios.

 

Depois das voltinhas matinais e já com uma certa larica volto para casa onde preparo o meu almoço e já chegámos ao meio do dia e ainda nem um bocadinho de pele à mostra, se não contarmos com a maluca da Idalete que de vez em quando se lembra de deixar a janela da casa de banho aberta só que aquilo foi mal pensado e vê-se tudinho sempre que ela entra e sai do poliban que é uma vergonha e ela até sabe mas diz que não se importa porque sempre alegra as vistas de quem passa e eu cá acho que a Idalete deve ter um problema qualquer no espelho porque isso era dantes, sim senhora confirmo que ela era uma miúda espigadota mas bonita e bem jeitosa! Se ela visse o ar de quem vai na rua distraído e depois de repente vê a Idalete em todo o seu esplendor, com aquilo assim o peito todo descaído que a idade com ela foi muito madrasta, e pasmos ficam pois mas é de puro terror!

 

Depois então de lavar as minhas loiças e deixar tudo arrumado começo a pensar onde vou passar a minha tarde que nesta altura do ano tem muito a ver com as que ainda se podem dar ao luxo de ligar os radiadores e pagar as contas de electricidade, uma vez que eu já não posso porque depois tinha que escolher entre o pacote da tv net e telefone ou ter a casa sempre quente e eu até dispensava coisas do pacote mas um dia liguei para o atendimento comercial e eles disseram que não que aquilo era tudo indissociável que às vezes parece que usam palavras caras só para nos baralhar. Sim porque eu até me expliquei bem e disse que a tv nem queria, tirando um ou outro canal só porque às vezes me dá vontade de ver uma ou outra novela. Para que preciso eu de cento e tal canais? perguntei eu ao rapaz mas a isso ele já não me soube responder e perguntou-me só se estava interessada em aderir ao 24h na cozinha e eu até parece que tá parvo, eu que vivo sozinha à tanto tempo agora ia-me pôr aqui a ver programas de culinária de manhã, de tarde e de noite!

 

A net é que me dá um jeito danado e isso eu não abdico porque as series e o youtube e o feicebuque e o skype e isso tudo e ter a Tininha aqui sentada ao meu lado de vez em quando, mas tudo no maior dos respeitos porque ela  é como se fosse minha sobrinha! E o telefone vá que o rapaz lá me disse que era de borla porque vinha assim no pacote e eu quase não uso mas como vivo sozinha se um dia se acaba a bateria do telemóvel que ele não anda assim muito certo eu preciso do telefone para estar contactável.

 

Depois de escolher quem me vai aquecer, mas não da forma dessa que estais a pensar, lá vou eu, e com sorte levo o pacotinho das bolachas que a D. Júlia me deu e se a Salomé não estiver em casa é uma chatice porque essa mora mesmo aqui ao lado e com este frio não me apetece estar a enrolar-me em casacos! Damos dois dedos de conversa, às vezes vemos uma série, e o que é bom mesmo é quando ela tem lá daqueles liquores da terra, ui com este frio o que aquilo escorrega bem! É mais uma vantagem de escolher a Salomé porque uma vez apanhei uma tosga com um licor de ameixa em casa da Zefa que mora mesmo na fronteira entre a Rinchoa e a Tapada das Mercês e depois foi um ver-se-te havias para chegar até casa porque há ali assim umas zonas muito escuras e o meu telemóvel não tem aquilo do gê-pê-ésse.

 

E a Salomé gosta muito de conversar e conta-me sempre tudo o que se passa no bairro o que é uma vantagem porque assim eu sei sempre quem anda danada com quem e não meto o pé na argola como daquela vez em que a Zefa apanhou a namorada enrolada com a brasileira do restaurante do Sr. Vitor e eu que não sabia de nada fui-lhe perguntar se ela estava danada porque lá os do Rouxinol lhe tinham dito que a data que ela queria para a festa de casamento já estava ocupada e se vissem os modos com que ela me olhou! E eu sem perceber nada até que a Rosalina me puxou assim de lado e me disse que o casório estava vai não vai para voar pela janela junto com a namorada e a brasileira e eu fula da vida e porque é que ninguém me disse nada e sou sempre a última a saber destas coisas?  É o que eu digo, todas têm telemóvel e telefone fixo em casa, já para não falar dos computadores sempre ligados no feicebuque mas mandarem-me uma mensagenzinha a avisar é que nada! Da próxima vão ver, quando souber de alguma coisa não lhes conto nada e quem se vai ficar a rir sou eu!

 

Mas isso como eu dizia, os licores e as conversetas é nos dias bons, porque  nos outros passo a tarde entretida a ver séries e a ver assim as coisas que as minhas amigas publicam na net e de resto são assim muito desinteressantezinhos os meus dias, mesmo quando tenho que ir ao centro de saúde por causa das extensões da baixa, mesmo nesses dias não me recordo nada de ver assim cenas de esfreganço que pudessem ser consideradas promíscuas! Ah mas gostava de ter visto a namorada da Zefa em cima da brasileira, isso sim é um belo pedaço de mulher! Com essa até eu me enrolava se ela me quissesse!

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publicado às 22:11


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