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Piarece que a cidade de Lisbioa estiá chieia de espanholes que não consieguem encontrar alojamento pelo que eu e as minhas amigas da Rinchoa resolviemos disponibilizar quiartos para hoje e amianhã, 100 ieuros por piessoa, passaides pialavra se encontraides ialmas espanhiolas que precisem de diescanço antes, durante e apiós o apito final.

 

Temos uma dezena de quartos, é só passarem o contacto 936 969 696 da NOS mas que não é de nenhuma de nós, pertence a uma menina que é quase como se fosse um IVR mas em bom porque percebe o que se lhe diz logo à primeira e põe-los logo em contacto connosco.

 

Quanto a direcções é só dizerem aos espanholes que a Rinchioa fica muito próxima do estádio da Champions, que assim que saem do aeropuerto é só virar na seguiunda cirquiolar à dirieita e seguir siempre em friente até chegar a uma pliaca que diz “Rinchoa”, não tem nada que enganar. Encontrarão aqui um grupo de chicas mui disponibeles para os fazerem passar uns bions bocados. Se não tivierem bilhiete para o jogo, não fá mal porque o Sr. Vitor disponibiliza o visionamento no seu restiaurante Estriela do Diemo e se o Cristiano marcar ele diz que paga uma rodada a todos os presentes.

 

Hoje e amanhã somos todos espanholes e espanholas e prometemos muita farra e muitas copas e tapas e massagiens e limpezas de pieles e de pienis, para os probecitos que forem ao estádio e venham de lá esgotados piorque não vai haver transpiortes e de lá até à Rinchoa a pé faz-se, é sempre em frente, não tem nada que enganar, mas por causa da subida do palácio de Queluz é possível que as biolhas dos pés rebientem mas não se apoquientem porque temos mezinhas e remedios para todos os viossos miales estiares. A Micaela e a Idalina aguardam-vos com expectativa, venir venir que o futuro está para vir, já ali ao virar da esquina, e vamos fazer uma enorme fiesta, seguida duma boa siesta com meninas que não se importam de vos siervir, tenho aqui já uma voluntária de seu nome Cátia... paafffffffffffffttttttttttttttttttt!!! Ai ai ai!!! Pronto a Cátia acaba de me informar via biqueira do sapato que se retirou da lista de disponíveis, mas não há problema porque à falta de Cátias arranjam-se Dinas, Susanas, Marinas, é só dizer!

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publicado às 15:07

Coisas assim assim da net

por Lucelia, em 15.05.14

 

 

Há umas mulheres que escrevem na net e nos mostram como dizer uma coisa e o seu contrário num só parágrafo de tal forma que o leitor incauto chega ao fim do texto e não percebeu patavina daquilo que leu. Como exemplo poderia ser o parágrafo seguinte.

 

"Esta tem sido uma semana de emoções fortes e contraditórias. O caminho tem-se feito caminhando, mas sempre dando conta do recado, tentando sempre rodear-me das pessoas que me amam e que eu mais amo porque sem elas nada disto faria sentido e só faz sentido porque elas estão comigo e fazem-me sentir a pessoa mais sortuda do universo. A verdade é que a vida se faz por ciclos e se ontem tudo parecia descarrilar hoje o sol brilhou e está tudo mais bonito e verdejante com uns apontamentos de cor que nos aquecem a alma e aligeiram o coração. E isto porque a vida ou o próprio destino se encarrega de nos mandar sempre as respostas certas mesmo que por vezes não sejam aquelas que esperaríamos que fossem. É assim que o mundo volta à sua serenidade depois de pequenas tempestades que temporariamente nos toldaram a visão e nos fizeram pôr em causa muitas coisas que hoje já voltaram aos seus devidos lugares e às quais damos muito mais valor depois de tudo pelo que passámos. Temos que aceitar, ser humildes e voltar a olhar para a vida como se fosse pela primeira vez, como uma criança acabada de nascer e que abre os olhos e vê o rosto da sua mãe pela primeira vez e ambas sabem que começa ali uma jornada cheia de desafios mas também repleta de alegrias e vivências em família que as irão tornar pessoas melhores e mais fortes." Irra que nervos!!!

 

Não digo que algumas mulheres não sintam necessidade de extravasar o seu lado poético-fofucho e vai de encher páginas e páginas de lugares comuns e expressões de nos levar ao vómito (por favor nem me falem da tranquilidade que nasce depois do caos!) mas eu que sou uma pessoa que gosto de perceber as coisas leio aquilo tudo e fico sem perceber o que se passou com a fulana! Parece que faltam ali pontos nos i’s e eu quero saber porque é que a coisa descarrilou! Imagino logo que foi a criancinha que lhe deu um fanico e vomitou-se toda para cima dela depois de ter passado duas horas e tal a maquilhar-se e a transformar-se em borboleta qual crisálida que sai do casulo e assim que dá o primeiro voo da manhã, pumba, leva com um jacto de vómito verde em cima e claro que com uma camada de dejectos dessa natureza nas trombas uma pessoa não vê nada, nem luz nem cor nem sol nem porra nenhuma! Mas depois de um bom banho é natural que a pessoa se sinta melhor e veja a vida com um olhar renovado, quanto mais não seja tudo lhe parecerá mais limpo e bem cheiroso a não ser que a criança se vomite toda novamente e é talvez daí que lhe venha a vontade de escrever sobre ciclos.

 

É que há vezes em que a gente tá muito bem contente da vida a pensar que está um dia bonito de sol sim senhora e depois vem uma criancinha ou um cão e dá-lhe uma caganeira daquelas que sai de esguicho por todo o lado e aí garanto que é uma explosão de cor como nunca se viu igual! É isto, gostava que essas mulheres escrevessem assim, isto é que era mostrar a alma aos leitores que as seguem, dizer preto no branco que a vida é uma merda com todas as letras porque apanharam o marido agarrado à melhor amiga, numa pose que não deixa margem para dúvidas, e isso é o fim do mundo tal como o conhecem! Mas é só naquele momento porque no dia seguinte estão elas agarradas ao marido da melhor amiga ou quem sabe à irmã do seu próprio marido e vingam-se e veem-se e cada vez que têm um orgasmo gritam “filho da p... que me fod... os cornos, agora é a minha vez e quem ri por último ri melhor!” Como podem ver eu até não sou contra o uso de lugares comuns, desde que se perceba o contexto!

 

Talvez o mal seja meu, sou demasiado descritiva assumo-o. Quando a Micaela vai e pega numa brasileira e a leva a dar umas voltas eu imagino logo o que estão a fazer e se me pedirem para contar eu digo tudo, porque sei bem o que ela gosta de fazer às brasileiras e também sei por experiência própria que algumas delas não se fazem rogadas e viram-se do avesso e vão e fazem-nos o mesmo a nós. Só não ponho tudo aqui escarrapachado porque depois vem a Cátia e diz que eu tenho uma mente perversa e em vez de estar aqui a contar as badalhoquices da Micaela com as brasileiras devia mas era estar a procurar ideias que nos pudessem tirar deste buraco onde vivemos. Não estamos propriamente aflitas, lá está, a vida é madrasta mas pelo menos temos um tecto por cima das nossas cabeças e por enquanto ainda se vai vivendo menos mal, muito graças à Zefa e aos seus conhecimentos nos estabelecimentos comerciais aqui da zona. Há sempre um ou outro que nos vai facultando um petisquinho e entre as massagens que a Cátia vai fazendo e o dinheirinho da baixa dá para vivermos, isso dá. Não temos é luxos mas eu não sou pessoa de grandes devaneios.

 

Essas outras mulheres enchem os blogues de fotos de sítios maravilhosos e fantásticos e eu por mim queria era uma barraquita perto da praia de preferência no Brasil porque estou farta deste tempo frio e húmido da serra, isto faz-me mal aos ossos e isso como toda a gente sabe tende a piorar com a idade. Os ciclos da vida são muito bons para quem escreve sobre nada, porque nós aqui na Rinchoa sabemos bem que não há cá ciclos nenhuns, caminhamos todas para velhas e nota-se!

 

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publicado às 18:48

Atrás da Moita

por Lucelia, em 12.05.14

A Cátia está aqui a dizer-me que não gosta deste título mas a alternativa seria "atrás do sol posto é onde fica a Moita" por isso decidi encurtar para não cansar as minhas leitoras logo a abrir porque nem sabem o que por aí vem. A Cátia também não queria que eu contasse as nossas peripécias de sábado à noite porque ela diz que pelo que eu escrevo parece que as fufas são assim todas uma espécie de filhas do demo que só atraem azares e chatices mas se as coisas acontecem eu tenho a obrigação de contar tudo tal como foi, mesmo que isso prejudique a imagem que os portugueses e demais mundo tenham de nós.

 

No sabádo estávamos todas quietinhas no sossego dos nossos lares quando uma alminha que mais valia ter ficado calada se lembrou que seria uma boa ideia irmos até às festas da liberdade na Moita, até porque estava uma bonita noite de Primavera e é sempre bom ir arejar de vez em quando para não ganharmos mofo, que os invernos aqui na nossa zona são muito rigorosos e húmidos. Eu até agradeci porque o mau tempo tem um efeito devastador nas mulheres em geral e nas fufas em particular e ao fim dum tempo começamos a andar todas amofinadas umas com as outras e nessa altura o melhor é pegarmos em nós e fazermos uma excursão a qualquer lado. Podíamos era ter ficado mais perto de casa porque a Moita é longe como tudo mesmo que a gente tenha que estabelecer laços para além das pontes para não ficarmos só confinadas aqui às serras e às matas, enfim, lá fomos nós rumo à margem sul para uma noite de diversão e convívio.

 

Demorámos imenso tempo a chegar porque várias mulheres num carro a acharem todas que sabem o caminho quando nenhuma delas tinha posto o pé na Moita é coisa para nos perdermos várias vezes por entre os Sarilhos Grandes e os Pequenos e só quando chegámos à Baixa da Banheira é que percebemos que já estávamos bem para lá da Moita e tivemos que voltar tudo atrás. Uma vez chegadas ao recinto da feira até ficámos agradavelmente surpreendidas porque estava bem compostinho e via-se que a população ali preza muito a liberdade tal era a quantidade de criancinhas que corriam sem supervisão de espécie alguma pelos pais que se encontravam junto às barraquinhas a emborcarem cerveja como se não houvesse amanhã. É também isto a liberdade, entregar-se aos bons momentos sem pensar nas consequências ou mesmo pensando encolher os ombros e dizer "que se lixe! ófaxavor traga mais uma jola e um pires de tremoços!"

 

Estava eu entretida com os meus pensamentos a saborear um panaché quando ouço uns gritos ao longe e vejo a Micaela a esbracejar e a chamar-me e quando chego ao pé dela está a Idalete estatelada no chão agarrada a uma perna a gemer. Não sei porque raio a mulher viu uma daquelas aranhas com elásticos que se prendem nas coxas dos miúdos que depois se põem para ali aos pulos e ela achou que aquilo é que era adrenalina da pura e convenceu o escuteiro a pôr-lhe os arneses porque ela é assim baixinha e ele perguntou-lhe se ela pesava mais de 45 kilos e ela muito escandalizada disse logo que não e ele vai e deixa-a subir para aquilo mas como a Idalete não pesa menos de 45 kilos há mais de 40 anos claro que ao primeiro impulso aquilo soltou-se tudo e a ela veio parar ao meio do chão! Já estava eu a dar-lhe um raspanete quando a Micaela me acalmou e me disse que pelo menos aparentemente não havia ossos partidos sendo que a única consequência da queda foi a Idalete ter ganho um andar à Paulo Gonzo.

 

Fomos ter com as outras que estavam em jovial confraternização com um grupo de fufas da Moita que são moças bem constituídas assim mesmo para o latagonas, deve ser dos ares, elas bem diziam para eu respirar fundo e ver como ali o ar era puro e saudável e a mim cheirava-me vagamente a estrume mas se aquilo é bom para as vacas também deve ser bom para as fufas que se vê mesmo que são viçosas e robustas, deve ser dos caracóis e das bifanas que ali as meninas são finas e comem muitas proteínas. Conversa puxa conversa e elas a dizerem que na margem sul não havia lésbicas como as da Moita, elas eram as rainhas do pedaço e ninguém se atrevia a meter-se com elas e eu a pensar que precisávamos de meninas assim destemidas na Rinchoa, não é que a gente tenha medo mas sentiamo-nos mais confiantes com espécimes daqueles no nosso grupo. Infelizmente a bazófia dá sempre maus resultados, e calhou estar a passar por ali um grupo de fufas do Samouco e as outras começam a mandar bocas porque parece que nessa zona o rio está mais poluído e então as fufas não vingam, ficam assim mais enfezaditas e lingrinhas, daquelas que parece que andam de mal com o mundo, e vai uma dessas e chega-se à chefe do grupo das da Moita e diz-lhe que agora é só garganta mas quando andaram as duas enroladas já não se queixava, especialmente quando lhe pedia para enfiar a mão em punho cerrado pela c... adentro até ao ombro! A outra claro ficou logo muito vermelha e desata a bufar e nem vi quem atirou a primeira pedra porque peguei logo na Maria Antónia e enfiei-me com ela debaixo da cabine de som até acalmarem os ânimos.

 

Quando saímos vimos um cenário dantesco, umas caídas para um lado, sangue a jorrar, dentes partidos, mas o que valeu às nossas é que tiveram o discernimento de se porem atrás das bisarmas da Moita pelo que se safaram sem grandes mazelas, excepto a Zefa que não é de apanhar e ficar-se mas como tem casca grossa conseguiu safar-se só com uns arranhõezitos e uma amolgadela no nariz. Decidimos acabar a noite por ali antes que houvessem mais feridos e depois de trocarmos contactos com as poucas fufas da Moita que ainda se encontravam conscientes saímos do recinto e fomos à procura da carripana o que demorou mais algum tempo porque a Moita é bem maior do que parece à primeira vista, é o mesmo que acontece a quem vem à Rinchoa a pensar que aquilo é só um lugar de passagem e depois apercebe-se que há muito mundo ali, que até temos um Clube Safo e tudo, esperem só chegar ao Verão e vão ver a quantidade de actividades que o nosso Clube vai organizar!

 

Como não há duas sem três estávamos quase a chegar ao carro e a Rosalina começa a dizer que está muito aflitinha e que não ia conseguir aguentar-se até chegar a casa e nós fomos à procura duma moita atrás de onde ela se pudesse aliviar. Assim que se agacha desata aos urros e nós "que se passa mulher?" e ela "pica pica pica!" e nós sem percebermos nada até vermos que ela se tinha sentado precisamente em cima dum cacto! Pegámos nela enrolámo-la na écharpe da Micaela e passamos um bom bocado ali à cata dos espinhos enterrados na carne da Rosalina que veio o caminho todo a gemer e nós a dizer-lhe para ela aproveitar o sofrimento como castigo por todos os seus pecados! Pelo amor de Safo enquanto me lembrar desta noite não me meto noutra igual! Agora se quiserem festas o mais que vou é ali até S. Pedro, se bem que dizem que as festas do Casal de São Brás também são muito bonitas.

 

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publicado às 14:41

 

 

Antes de qualquer outra coisa tenho que clarificar que hoje estou que nem posso desde que percebi que uma das minhas tias me bloqueou no faicebuque e ainda hei-de descobrir-lhe a palavra chave para ir lá pôr uns posts no mural dela porque hoje, e só hoje, estou com um pó às beatas que o melhor é nem se aproximarem de mim! Foi isso e foi a Rosalina que assim sem mais me pergunta porque é que nunca mais fiz um jantar com a Lídia e eu vai e fiquei lívida porque esse nome não se deve pronunciar nas minhas redondezas e ela devia saber isso tão bem como todas as outras fufas aqui da zona que se me vêem dum lado e essa galdéria do outro fazem assim uma espécie de barreira para que eu nem dê por ela se não passo-me! Mas depois lembrei-me que a Rosalina coitada já não vai para nova e aquilo deve ter sido como que um grito de socorro das suas agonizantes celulazinhas neuronais e por esta não a fiz pagar caro, mas santa paciência e mais às fufas de meia idade que se esquecem de tomar o memofante!

 

E se as caras leitoras se estão a interrogar quem será essa tal de Lídia pois que foi uma ex-colega minha com quem tive um caso tórrido até descobrir que ela era casada! Nunca tinha conhecido uma pessoa assim, mentia com quantos dentes tinha, e dizia-me que era solteira e que nunca tinha estado com ninguém antes mas que desde sempre se tinha sentido atraída por mulheres. E eu parva fui na conversa daqueles olhos de amêndoa doce e o decote perfumado que tão bem acompanhava o resto do pacote. Até ao dia em que a Lídia teve uma quebra de tensão muito forte e estava eu assim a abaná-la com as fotocópias dos trabalhos dos meninos quando oiço nos megafones da escola uma voz a dizer "D. Lídia chegou o seu marido" e pumba, já foste! As mulheres em querendo são más como as cobras é o que vos digo!

 

Mas não era nada disso que queria partilhar hoje convosco! Queria contar-vos que esbarrei-me com uma dessas fufas da era antiga e lembrei-me que são elas que dão má fama às mulheres portuguesas no geral e às fufas em particular. Não posso deixar de referir que ela pertence a esse Clube infame que é o da Brandoa, sim porque as fufas aqui da Rinchoa não têm nada a ver com essas e somos pela cor, pela vida, pelo amor e por todas  as coisas boas e bonitas da vida pós-moderna!

 

Porque é que há mulheres que se deixam desleixar a este ponto pergunto-me?

 

Ele é o cabelo, assim curto e escorrido, e muitas vezes grisalho que tintas para elas são as da Cin e mesmo assim só primários incolores! Não digo que gastem horas a aplicar extensões ou a fazer madeixas, eu bem sei o tempo que a Micaela passa a arranjar-se, até perde mais tempo com ela que com as clientes, mas daí a dizerem ao mundo que todas as fufas têm cabelo de rato pelado vai uma enorme distância e é nisso que devíamos investir, nos cabelos senhoras, os cabelos são o vosso cartão de visita, e se quiserem melhorar esse vosso visual é só dizerem porque a Micaela faz-vos uns descontos muito bons lá no salão e ainda vos oferece um cafézinho enquanto esperam pela vossa vez.

 

Ele é os dentes, ou a falta deles. Senhoras, hoje em dia há tantos seguros que por meia dúzia de tostões vos garantem um lugarzinho numa magnífica cadeira de dentista. É preciso ter um certo critério na escolha, é verdade, porque tenho ouvido umas histórias como aquela do Osvaldo careca que quis arranjar os dentes para o casamento do filho mas como o orçamento não dava para tudo falou com uma prima estagiária que lhe fez o servicinho quase de borla mas depois no casamento ao dar uma trinca na sandes de leitão vieram os dentes todos atrás e ele amaldiçoou o momento em que decidiu alugar a charrete para transportar os noivos em vez de ter investido a sério na dentadura. Portanto como digo, os dentes todos no sítio, e todos direitinhos e branquinhos, é meio caminho andado para serem cumprimentadas com um sorriso, que poderão retribuir sem medo. Será por isso que as fufas pré-modernas são tão macambúzias? Terão vergonha dos buracos dentários que a vida madrasta ou uma namorada mais agressiva lhes terá infligido? Se for esse o caso, minhas amigas, ponham uma pedra no passado! Actualizem-se, abram os vossos brousers e escrevam "substituição total e imediata de dentes partidos ou perdidos". Vão ver como um admirável mundo novo se abrirá perante os vossos olhos incrédulos!

 

Ele é a pele, ó senhoras com tantas lojas do Boticário espalhadas por esses shoppings fora, com tantas meninas brasileiras dispostas a fazerem-vos testes cutâneos à borla, por amor de quem sois, já está na hora de começarem a tratar da vossa cútis oleosa e envelhecida! Para além dos cabelos e dos dentes, uma pele tonificada e bem cuidada diz muito sobre nós, que somos mulheres e gostamos muito de nos cuidarmos tanto ou mais do que as outras, até porque os homens não ligam grande coisa à aparência das mulheres e nem sabem distinguir um creme para os pés dum creme esfoliante. Não se iludam minhas amigas, as mulheres cuidam-se por causa das outras mulheres, e esse é o grande segredo das brasileiras e é por isso que elas agradam duma forma tão transversal , a novos e a velhos, a homens e a mulheres, a todos elas cativam com a sua graça e o seu charme e a imensidão de horas que passam em salões de estética a esfoliarem-se, a depilarem-se a massajarem-se, lá está, a gente vai por um caminho e vê logo que é um mau caminho mas digam lá que não gostam?

 

E por favor não me façam falar dos pelos! Nas pernas, nas axilas e nas virilhas é logo morte súbita e fim de jogo imediato! As mulheres têm que andar sempre depiladas e ponto final. Não há desculpa absolutamente nenhuma para não o fazerem, nem sequer a falta de tempo porque se têm tempo para levar o Tinoco à manicure canina também têm tempo para levar as vossas perninhas ao salão da Micaela!

 

Ia agora falar da roupa mas reconheço que nesse campo perco-me um bom bocado porque não sou daquelas fufas fashionistas e nem sequer tenho grande gosto para os trapos. Sei do que não gosto, de camisas largas e calções, calções por safo! Antes túnicas, agora calções! Calções é para putos, daqueles ranhosos e lingrinhas, não para mulheres! E camisas largas é para disfarçar obesidade e não para esconder o que de melhor têm as mulheres! Se não gostam de ter seios, se não gostam de os mostrar, o melhor é consultarem um especialista. Não há mulher que seja mesmo e intimamente no fundo feminina que não goste de ter e de ver um bom par de mamas. Pequenas ou grandes desde que sejam exibidas com orgulho, é o que queremos, pedimos, pelamo-nos para ver e já estou de novo naquele mau caminho, que agora é muito perigoso porque a Cátia não gosta que eu escreva sobre estas coisas, enfim!

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publicado às 09:30


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