Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



A ida à rádio

por Lucelia, em 30.04.14

 

 

Ainda não tinha tido tempo para vir aqui contar a nossa ida à rádio mas também não sei se valerá a pena porque correu tão mal que mais valia nem termos saído de casa. É que eu até estranhei o convite, porque assim de repente não estou a ver quem falou de nós ao Tó Mané que é o rapaz que coordena as manhãs da rádio na Rádio Ocidente – Sintra. Eu até confesso que gosto de ouvir esta rádio porque é assim mais orientada para a nossa região e de vez em quando sorteiam uns vales de compras para o Fórum Sintra e até já ganhei um mas era para uma casa que lá há que faz limpezas às peles mortas dos pés com uns peixinhos que parece que gostam tanto daquilo que se agarram às peles tal como a gente se agarra aos camarões em dias de casamentos de primos e sobrinhos. Mas aquilo fez-me impressão e nem sequer gosto que me mexam nos pés, quanto mais arrancarem-me peles e cutículas pelo que acabei por dar o vale à Idalete.

 

Mas fiquei muito contente com o convite e achei que seria uma boa oportunidade para divulgar o Clube e conseguirmos chegar a mais lésbicas que estivessem por aí a necessitar de apoio porque como eu sempre digo temos que ser umas para outras e há por aí muitas que não devem ter apoio de espécie alguma e nós sempre temos uma forma organizada de chegar onde é preciso. Isto pensava eu com os meus botões, sim porque afirmo-o com frontalidade que tenho um enorme orgulho em ter criado o nosso Clube na Rinchoa e quero mostrar à região e quem sabe até ao país como nos diferenciamos das outras, especialmente das da Brandoa que são más como as cobras e só querem é dizer mal das meninas da Rinchoa que se preocupam com o combate à discriminação e com os demais direitos das fufas de todo o país!

 

Numa dessas belas manhãs de nevoeiro tão características desta zona do país, lá fomos nós para a rádio para sermos entrevistadas pelos meninos da Rádio Ocidente – Sintra. Eu devia ter desconfiado logo quando fomos recebidas com tanta simpatia e deferência, e sempre a dizerem para nos pormos à vontade, se queríamos um cafézinho ou um cházinho, e já agora umas queijadinhas do Preto e nós todas contentes a pensar que os meninos estavam a ser uns queridos connosco. Vai daí lá nos puseram uns auscultadores nos ouvidos e ouviu-se a voz do Tó Mané a dizer "está a gravar!"

 

O rapaz que estava a fazer a entrevista começa por perguntar quem éramos e o que fazíamos e nós lá dissemos, eu que era professora primária, a Micaela que trabalha num salão de cabeleireiro e estética, a Maria Antónia que trabalha numa óptica, a Zefa que tem uma agência imobiliária, a Rosalina que é beata e contribui muitíssimo para o bem estar moral da nossa freguesia e por aí fora. E o rapaz a insistir que não era isso que queria saber, queria saber quais as nossas especialidades e eu já a bufar que já lhe tinha dito tudo o que sabia sobre as ocupações profissionais de cada uma de nós e vai daí ele pergunta o que fazemos umas com as outras e eu passei a explicar que fazemos inúmeras actividades, nomeadamente organizamos passeios e excursões e também participamos em manifestações quando são relevantes para a nossa causa, como foi a excursão que fizemos à Assembleia da República para reclamar da vergonha que foi o voto contra a co-adopção de crianças entre casais do mesmo sexo e ele voltava a carga que também não era isso que queria saber, queria que lhe disséssemos o que fazíamos umas às outras e eu tapada que sou burra mesmo sem perceber nada até que a Micaela começa-me a ficar muito vermelha e a fazer assim um O com a boca e eu preocupada porque de repente pensei que a rapariga lhe ia dar um treco ali em directo na rádio regional quando estava todo um país em potência ali dependurado nas nossas palavras.

 

Só me caiu a ficha quando o rapaz com um sorrisinho parvo vai e pergunta como foi a primeira vez que  lambi a c... duma mulher e aí eu confesso que me passei forte e feio. Devia ter tido a presença de espírito para pegar nos auscultadores e enfiar-lhe com eles na testa mas não, fiquei tão danada que me esqueci que estava na rádio e desato aos gritos a proferir impropérios que se calhar até já tinha lambido a c... da mãe dele e vai que ela até tinha gostado e tinha-se vindo aos gritos e que tinha sido uma vergonha tão grande na vizinhança que ainda hoje ela não pode lá pôr os pés e esqueci-me que não era só o rapaz que estava de auscultadores, estavam todos e só quando os vi aos tombos assim a baterem com a cabeça uns nos outros e nas paredes feito baratas tontas é que percebi que me tinha excedido e me acalmei o suficiente para pegar em mim e nas meninas e sairmos porta fora para nunca mais voltar!

 

Só depois é que a Micaela me contou que tinha percebido logo que o rapaz queria saber se nos encontrávamos para fazermos orgias e que queria saber o que fazíamos umas às outras nessas situações. A sério, nunca me teria ocorrido tal coisa! Fiquei tão danada que durante uns dias nem sintonizei a Rádio Ocidente – Sintra, é que às vezes parece-me que já não há uma réstia de decência neste país!!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:56

 

 

 

Prezo muitíssimo os dignos leitores que chegam ao nosso humilde espaço através de pesquisas que acabam por poder vir a ser uma nova oportunidade de negócio para nós, como esta que junta esses dois monstros sagrados do imaginário erótico masculino, as meninas e os carros. Realmente era algo que nunca me tinha passado pela cabeça mas temos meninas, temos muita água e sabão também não falta pelo que se quiserem ter os vossos carros lavados pelas meninas da Rinchoa é só enviar um mail que a gente trata já do assunto. Aliás a Micaela e a Idalete ficaram tão excitadas com a ideia que pegaram num balde e foram praticar na carrinha de caixa aberta do Sr. Vitor do restaurante Estrela do Demo.

 

Espero é que os leitores não se importem que as meninas do Clube já não vão propriamente para novas, mas aqui somos pela diversidade e em querendo somos todas "meninas" até passarmos dos noventa. O que importa é o entusiasmo e a motivação, haja alegria e tudo se conjuga. Hoje estou assim optimista, estive a passear-me por uns sites de lésbicas brasileiras, que parece que agora se chamam de sapas que sempre é mais moderno do que sapatonas, pior que isso só o nosso tristemente português fressureiras, havia lá maneira mais nojenta de apelidarem as meninas que gostam de outras meninas. Vá lá que as brasileiras encurtaram a coisa para sapas, nós por cá usamos fufas mas também há muito quem não goste de se ver assim apelidada, por mim não me importo, qualquer coisa é melhor que fressureirismo ou tribadismo ou outras coisas que invoquem em nós coisas nojentas quando estamos muito longe disso.

 

Ainda assim não me vou pôr para aqui a falar de amor, isto não é um blog desses cor-de-rosinha pois que os há, mesmo de lésbicas e tudo, já os vi e não gostei nada, com barrinhas a contar os dias que faltam para o dia do casamento e os dias que faltam para o dia da ovulação da que vai ficar prenha, é o que eu digo, lacinhos e passarinhos não é comigo nem nunca foi! Mais depressa o meu irmão andava a pôr ganchinhos no cabelo do que eu, nunca gostei dessas mariquices, eu gostava era de ver as carripanas do meu pai a funcionar e se não fosse cá por coisas tinha mantido o negócio dele que dá sempre jeito ter um bom mecânico por perto. Ainda por cima agora com esta nova oportunidade de negócio fazia já aqui um dois-em-um, punha as meninas a lavar os carros enquanto eu dava uma geral por dentro, que é como quem diz, afinava-lhes o motor e trocava-lhes o óleo que era uma limpeza. Uma oficina só de meninas, já estou a ver o filme aqui a rodar na minha cabeça, "Meninas & Carros", e depois contratávamos as brasileiras do salão da Micaela para  irem barbear os clientes enquanto esperavam pelos carros, ei lá, meninas, naifas e carros, a coisa está-se a compôr!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:42

Séries de fufas - Faking It

por Lucelia, em 28.04.14

MTV Shows

 

A coisa tem estado muito morna por estes lados, é do tempo ou da falta de paciência para andar a ver o que se passa por essa net fora até porque ultimamente ou é de mim ou me parece que as coisas já estiveram melhores para os nossos lados, dizem que é da crise mas se fossemos agora ficar à espera de melhores dias não havia sexo para ninguém durante muitos e longos anos! Enfim adiante que daqui a pouco a Cátia chega e vai começar a atazanar-me o juízo porque ela não gosta nada que eu esteja na net, nem sei bem porquê porque eu o que vejo mais é receitas de bolos e de tartes e de quiches e tudo com muito bom aspecto porque se há coisa que não existe na net é más experiências culinárias, dessas e das outras, mas das outras não posso falar se não a Cátia apanha-me já com a boca na botija que é uma limpeza.

 

Nas minhas deambulações virtuais encontrei esta série que me parece ser interessante, não pelo tema em si mas porque uma das moças tem potencial. O tema vai-se a ver e até que é relevante se bem que só na América é que duas miúdas iam inventar que eram fufas para serem populares no liceu, se bem que uma delas é mesmo, ó se é! E esse deverá ser o busílis da questão, ou seja começam por inventar um romance entre elas e depois uma delas vai querer mesmo saber o que é saltar para as cue... coelhinhos, vão é querer saltar como os coelhos e uma delas vai gostar mais do que a outra que não vai perceber porquê tanta tensão com um par de mam... digo saltos e por aí fora já se está a ver que vai dar confusão e que a série não vai prestar para nada mas a mocita fufa-quase-lá vale uns minutinhos da nossa atenção. Essa se eu a visse por aqui trazia-a logo para a minha beira e explicava-lhe uma coisita ou outra sobre miúdas parvas que se fazem passar por lésbicas para engatarem rapazes!

 

Vamos lá por partes, eu não digo que uma pessoa não experimente cenas no liceu, que é precisamente uma altura da vida que se presta a esse tipo de devaneios. Agora inventar que se é uma coisa que não se é só para ganhar pontos é uma enorme estupidez, e além disso leva a situações de rejeição em que não ganhamos nada, a não ser uma enorme chapada na cara que foi o que me aconteceu quando me declarei à Tininha por trás do pavilhão de ginástica e caí para cima dela assim como se me estivesse a dar um fanico mas não estava, era só porque ela trazia um decote daqueles que não nos deixam olhar para mais lado nenhum e depois eu em vez de me fingir de desvanecida fui logo garganeira e pus-lhe as mãos por baixo da camisola e ela claro, pumba no toutiço para eu não me ficar a rir! Em minha defesa devo dizer que tinha quase a certeza que a Tininha ia gostar das minhas mãos de fada, por coisas que agora não posso contar aqui porque ela era menor, embora eu também fosse mas eu sempre era virgem!

 

Por causa da Tininha e de outras ainda antes dela eu sempre soube que era lésbica dos quatro costados, e daquelas que nem com palas nos olhos e uma mola no nariz conseguiria deitar-me ao lado dum gajo, quanto mais depois deixar que ele me fizesse as coisas que os homens fazem às mulheres, cruzes credo, que nojo! É verdade que sempre tive aversão a homens, a começar logo pelo meu irmão que é um parvalhão de primeira apanha e que é homossexual mas não é por causa disso que ele é parvo e cínico. Nunca me entendi com ele e comecei logo a ganhar aversão ao outro sexo assim que percebi que ele era tudo para ele e nada para mais ninguém, egoísta, mesquinho, enfim, já me está aqui a dar voltas só de pensar, o melhor que ele fez foi mesmo emigrar! Tenho aversão a homens e a crianças, estas últimas um dia contarei as histórias que levaram à minha baixa prolongada mas por enquanto ainda é cedo e não me posso exaltar porque me começam logo a dar umas pontadas aqui no peito e começo a ver umas estrelinhas a piscar e isso dá-me cá uns ataques de ansiedade que não passam nem com dois ou três comprimidos.

 

Também tinha aversão aos animais mas agora tem dias desde que estive presa e conheci uma lésbica gordalhufa que se chamava Eva Gina o que era um bocado irónico considerando que ela já nem possuía a dita cuja. A Eva contou-me que foi o cão dela, que era zarolho mas que tinha um faro como nunca se tinha visto, que detectou que ela tinha um problema nas partes intimas e que se arreliava tanto quando ela o punha ao colo que a levou a suspeitar que havia ali qualquer coisa de errado. E foi o rafeiro que lhe salvou a vida apesar de não lhe ter salvo a va... enfim, isso, que o médico teve que lhe tirar tudo e ela ficou frígida o que lhe estragou brutalmente a vida porque vivia de esquemas com estrangeiras que vinham cá à procura de sol, sal e sexo. Foi uma dessas estrangeiras que a denunciou quando percebeu que a Eva Gina já nem sequer a tinha e sentindo-se defraudada foi à polícia e ela foi dentro, o que foi uma grandessíssima injustiça porque a Eva podia já não ter va... mas tinha dedos e língua, tá bem que ficava metade do serviço por fazer mas uma pessoa tem que ir a jogo com o que tem, mesmo que prometa mais do que aquilo que pode dar!

 

Se calhar por isso esta nova série já me está a causar uma certa urticária, porque começa com muitas promessas e a gente já está mesmo a ver como é que aquilo vai acabar. A miúda que é fufa vai-se apaixonar pela outra que não vai estar nem aí e vai ser um desatino a não ser que apareça uma toda giraça para a salvar, era bom, estamos a precisar de heroínas no mundo das fufas, tal é a desgraça que vai por esse mundo fora, é que parece que é só histórias de gajos, com gajos e para gajos, irra que já começa a enjoar!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:46


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D


Links

Linques úteis