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Categorias de pardalecas

por Lucelia, em 29.12.13

 

 

Chegou a altura de falar de coisas mais íntimas até porque estava aqui a navegar na net e vi um texto sobre tipos de pardalecas e achei ora aí está uma coisa sobre a qual me posso pronunciar com conhecimento de causa. A pardaleca é assim um tópico que se evita por causa do pudor e porque as mulheres são todas muito púdicas à primeira vista porque depois de alguma conversa vai-se a ver e algumas são umas grandes malucas, nem todas claro porque há uma categoria que eu nem vou mencionar na minha lista que são as frígidas que são aquelas que não sentem nada nem que seja à força de marteladas.

 

As pardalecas têm donas mas às vezes não têm nada a ver com elas, a gente vai à espera de uma coisa e sai outra completamente diferente e é essa a beleza da coisa, se bem que na grande maioria das vezes a coisa não corre lá muito bem que é o mal de quem gosta de se guiar pelas suas expectativas como eu.

 

  1. As meninas do GPS:  estas são aquelas que precisam de estar sempre a dar indicações porque têm pardalecas muito selectivas que só permitem determinados tipos de toques e não é em todo o lado. Sinceramente estas não fazem o meu género porque depois de estar ali assim a ouvir mais à direita, mais à esquerda, mais para cima, agora mais para baixo intercalado com o ocasional NÃO! POR AÍ NÃO CONA CARALHO! que até parece que a gente acabou de entrar numa rua de sentido proibido, a gente só nos apetece pendurar-lhes uma tabuleta a dizer "faça você mesmo".
  2. As depiladas: estas são aquelas que acham que agora está na moda deixarem a pardaleca toda depenada e normalmente são brasileiras porque arrancar os pelos naquela zona doí prá chuchu e elas é que fazem esses sacrifícios em nome da beleza estética se bem que a mim faz-me impressão ver uma mulher crescida ali sem nada e de repente até sinto falta do ocasional pelito mesmo quando os danadinhos se enfiam pela glote adentro e depois para os tirar de lá é o cabo dos trabalhos. Estas às vezes ficam danadas porque gostam de perguntar o que é que você acha disso amorrr? E a gente como gosta de ser honesta diz eu não acho bem que você tenha sacrificado sua perereca dessa forma e elas ficam muito ofendidas e saem porta fora a dizer que as fufas portuguesas são todas umas mulheres de bigode que não se depilam e cheiram a cebola. E nós ficamos tristes porque de certa forma contribuímos para os mitos sobre a nossa classe que tão enraizados estão na nossa cultura popular.
  3. As farfalhudas: estas estão no lado oposto das depiladas, ou seja são aquelas que acham que o pelame deve crescer forte e saudável e então não lhe dão nem um cortezinho com medo que a sua pardaleca seja como o Sansão e perca o vigor e a força. Estas só me chateiam se aquilo for em demasia, isto é se a gente se sentir como naquele filme dos gorilas na bruma, assim no meio da selva à procura do caminho e às vezes cansamo-nos e desistimos e dizemos às miúdas que não temos espírito de exploradoras o que é uma pena porque destas infelizmente também há muitas e elas ficam chateadas e vão dizer às outras que nós somos umas parvalhonas e não percebemos nada da natureza feminina.
  4. As porcas: estas são uma variação das farfalhudas que felizmente só apanhei uma única vez o que quer dizer que as mulheres portuguesas até são muito higiénicas e ciosas do bem estar das suas pardalecas. Não digo que a pessoa esteja sempre a lavar-se com água de rosas até porque isso pode interferir com o pH da dita cuja que é uma coisa que não se deve alterar nunca porque se não ficamos com uma comichão danada e não é daquelas boas. Mas voltando à minha experiência única nesta categoria foi uma vez que eu e a Cátia nos zangámos e eu estava um bocado desesperada e a Idalete apresentou-me uma amiga dela que era a Irene e eu até lhe achei uma certa piada embora tivesse o cabelo assim todo enrolado numas coisas que eu pensava que eram tranças mas depois a Micaela disse-me que eram rastas. A rapariga realmente tinha um cheiro estranho mas eu decidi dar o benefício da dúvida mas rapidamente me arrependi quando ela começa a despir-se e eu vejo que a pardaleca fazia pandan com o cabelo para além de que cheirava a lixo de três dias e eu disse-lhe logo que não conseguia tocar-lhe nem que tivesse um pau de dois metros. Ela ficou muito chateada e começou a dizer que era ecologista e vivia de acordo com as regras da natureza e que até parece que na altura do Paleolítico havia bidés e ninguém se queixava! E eu pensei que se calhar os hominídeos quando se encontravam e desatavam aos uga bugas se calhar estavam era a dizer olha lá a tua mulher cheira pior que a carne podre daquele mamute que caçamos na semana passada!

 

Haveriam muitas mais categorias para incluir mas agora não tenho tempo porque tenho que ir arrumar as traquitanas no calhambeque para regressarmos à Rinchoa antes que a tia Hermínia volte à carga e me venha aqui aspergir o portátil com água benta que até estou com medo que a máquina não resista a tanta benção!

 

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publicado às 09:35

O Natal na terra

por Lucelia, em 28.12.13

 

 

É que tenho alguma dificuldade em escrever sobre algo que me diz tão pouco se não fosse ter acontecido uma coisa que não era para acontecer. O Natal na terra resume-se a três palavras: frio, mais frio e ainda mais frio. E como se sabe o frio leva as pessoas a fazerem parvoíces porque o sangue concentra-se nos membros para que não caiam de enregelados e depois ficamos sem discernimento para tomar as decisões certas. Tudo começou ao jantar quando a tia Hermínia começa a fazer as perguntas do costume ó filha quando é que te casas? Olha que não vais para nova! E queres que eu ligue ao Hermenegildo que está viúvo desde que a mulher morreu ao parir o décimo terceiro filho? E eu a responder não tia deixe estar, já lhe expliquei várias vezes que não gosto de homens. E se pudesse mostrava-lhe uma foto da Adriana Lima para ver se ela percebia porque aquela mulher diabólica é de virar qualquer coisa que se mexa e quem diz o contrário está a mentir!

 

 

 

 

E as minhas primas com aquele risinho nervoso e o tio Aires a rir-se muito com aquela boca toda desdentada e a dizer porque é que eu não dava um beifinho à minha namorada e eu a dizer que a Cátia não era minha namorada, já tinha sido sim mas agora éramos só amigas e mesmo que não fossemos eu não ia estar ali a dar beijos nela à frente dos tios mesmo que o tivéssemos feito à frente do Zé Miguel camionista mas isso foi numa situação de desespero extremo. E a tia já a ficar enervada com a conversa e a dizer que ainda bem que a minha mãezinha já não era viva para assistir àquilo, eu e o meu irmão éramos uns degenerados e a culpa era dela porque nunca teve mão em nós porque se tivéssemos sido filhos da tia ela ia-nos endireitar nem que fosse recorrendo à violência física e eu a dizer olhe que não é assim tia, as pessoas nascem com isto! Nem sei para quê porque nessa altura ela já só rezava e dizia ó Aires vai-me buscar o padre que a nossa casa está amaldiçoada e ele tem que vir cá benzê-la!

 

E não sei se foi disso ou da conversa mas sei que olhei para a Cátia e ela viu logo que eu estava com a pardaleca aos saltos porque estas coisas vão sem terem que se dizer e só sei que nessa noite por baixo das mantas bafientas eu e a Cátia fizemos sexo como não fazíamos há muito de tal forma que ela agora tá convencida que vai voltar lá para casa e eu ainda não tive coragem para lhe dizer que eu não posso ficar refém de um momento de fraqueza ainda que tenha sido um momento daqueles que já não acontecem com muita frequência na vida duma mulher de mais de cinquenta anos.

 

E agora deixo aqui um excerto que foi mais ou menos o que se passou entre nós de um texto da minha prima Miranda que diz que é escritora e está com a mania que não nos conhece de lado nenhum desde que se mudou para a Alta de Lisboa e diz que agora só se dá com pessoas de renome e não com umas fufas manhosas da Rinchoa. Há-de cá vir pedir batatinhas que eu digo-lhe! Mas nestas coisas do sexo ela escreve melhor que eu mesmo que seja uma parvalhona de primeira apanha.

 

"Aproveitamos a saída dos adultos para a missa e fugimos para o esconderijo que tínhamos previamente preparado. Eu tinha encontrado uma braseira no sotão de casa de uma das minhas avós e Joana tinha levado cobertores que espalhamos no chão do quarto dos seus irmãos mais velhos que já não moravam ali. A cama era velha mas o colchão sempre providenciava mais conforto do que o chão de madeira velha pelo que arrastámos o colchão até perto da braseira para nos mantermos quentes enquanto durasse a nossa entrega mútua de presentes. Joana tinha conseguido roubar uma garrafa de cidra a um dos seus tios e começamos por brindar a nós, ao nosso primeiro Natal juntas, e àquilo que seria a nossa primeira noite de amor. Eu já tinha alguma experiência, a Joana não, por isso fui eu que lhe tirei o copo da mão e suavemente a empurrei de encontro ao colchão onde nos tínhamos sentado. Sentindo os seus olhos sorridentes em mim aproximei-me e comecei a desapertar-lhe os botões da camisa, inebriando-me com o seu cheiro quente e doce à medida que aproximava a minha cara dos seus pequenos seios redondos e perfeitos.


Há momentos que queremos preservar igual, parar o tempo, sentir o mesmo durante muito mais do que aqueles breves segundos em que a minha boca tocou na pele macia dos seios de Joana e alguma coisa se iluminou dentro de mim. Senti o calor a espalhar-se da minha língua para a minha boca, descendo pelos meus seios até atingir em pleno o meu sexo quente e molhado. Despi Joana por completo para finalmente conseguir contemplar o seu corpo ali deitado em oferta merecida e conquistada por mim.

 

Não queria atemorizá-la, sabia que ela nunca tinha sido tocada, prossegui da forma mais gentil que consegui, acariciando-a e beijando-a à medida que a minha boca descia pela pele macia da sua barriga. Aqueles eram os primeiros caminhos do prazer no corpo de Joana, traçados por mim que a amava mais do que a própria vida! Tinha que ser tudo memorável, uma experiência única que jamais seria esquecida por ambas!

Joana não teve medo e entregou-se totalmente a mim, abrindo as pernas e deixando-me escorregar até chegar bem perto do seu sexo. Olhei-a e vi o assentimento pleno que me convidava a avançar por isso o fiz, milimetricamente, célula a célula, até passar a barreira da penugem, atravessando-a primeiro com os dedos e depois com a língua. Fechei os olhos para sentir e saborear mais intensamente aquele momento tão bom. Joana sabia a... uma mistura de... maçãs com compota de framboesas... mas com um cheiro intenso a flores... jasmins... orquídeas... algo de indiscutivelmente bom! Eu sentia que ela estava a gostar do prazer assim proporcionado, pela forma como o seu corpo se mexia e o seu sexo se levantava de encontro à minha boca expectante e desejosa de saborear mais ainda. E eu era a primeira a provar o sabor de Joana e saber que nunca ninguém tinha chegado ali servia como combustível para a minha já de si intensa excitação!

 

A minha língua continuava a dançar à volta do interior do sexo de Joana, passeando-se pelas bordas, sorvendo aquele sabor intenso e perfumado, tão doce... até que ouvi Joana a gemer, senti o seu corpo tremer e de repente a minha recompensa chegou na forma de um líquido espesso e abundante, transparente e tão doce como o mel. Inundou-me a boca, o queixo, o pescoço, transbordou-me até aos seios, fiquei coberta do néctar puro e doce da virgem que se tinha deixado possuir e deixei que os meus poros absorvessem a santidade dele e do momento! Inebriada que me encontrava pelo cheiro do sexo de Joana nem me apercebi que ela já se tinha apoderado do meu e vigorosamente me arrancava das entranhas um inesperado orgasmo poderoso e profundo! Assim as duas baptizadas uma pela seiva da outra nos enrolamos nos cobertores a beber cidra e a rirmos daquilo que tínhamos feito e que nos tínhamos dado nessa noite de Natal."

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publicado às 08:53

Troca de prendas do Clube Safo - parte 2

por Lucelia, em 25.12.13

 

Finalmente consegui ter um bocadinho para vir aqui contar como correu a nossa troca de prendas de Natal, só espero que a net não se vá abaixo porque isto aqui na terrinha parece que é tudo ainda do tempo das manivelas e deve ser por isso que ninguém sabe o que é a fibra mas também ninguém reclama porque enquanto os homens vão para os copos elas juntam-se todas à volta da lareira a fazer malha e a dizerem mal dos maridos.

 

Bom mas então no início da semana como combinado juntámo-nos todas em minha casa para o nosso evento natalício que eu esperei que corresse dentro do que se espera nesta altura do ano, ou seja os amigos e família juntam-se para trocar prendas que a gente vê logo que são coisas recicladas mas agradece muito na mesma e ah e tal que vela tão bonita e que naperon tão bem feito e pensamos que já o tínhamos visto em cima da televisão em casa da pessoa e por aí fora.

 

Mas as meninas este ano resolveram ser originais, excepto a Rosalina que todos os anos oferece sempre o mesmo a toda a gente e eu devo ter um baú cheio até cima das tralhas que ela me vai dando e que vêm das vendas de Natal lá da igreja. O meu presente este ano foi precisamente um desses naperons bordados com uns dizeres alusivos à época que eu agradeci muito e pensei que ia directo fazer companhia aos outros no baú.

 

 

 

Depois foi a vez da Salomé e fui eu que lhe dei a prenda e comprei-lhe assim uns guizos para ela pendurar nas coleiras dos gatos que vendo bem não servem para nada a não ser para fazer um barulho um bocado irritante mas como deixei a compra da prenda para a última hora já havia muito pouca escolha na loja do chinês. Ela agradeceu mas vi bem que olhou para aquilo com ar de quem vai enfiar os guizos no baú e até é melhor assim porque ela afinal sempre é minha vizinha e depois com a barulheira nem ela dormia nem eu!

 

 

 

Quando chegou à vez da Micaela eu comecei a ficar nervosa porque percebi que as coisas estavam a descambar. Ela recebeu assim uma campainha a dizer "Ring for Sex" que é como quem diz toca e chama o sexo e ela riu-se muito porque desde que acabou com a Nilda a mulher parece que anda doida e marcha tudo desde que tenha um bom par de mamas e uma pardaleca a condizer.

 

A Idalete recebeu um rolo de papel higiénico do kamasutra lésbico que aquilo era uma pouca vergonha mas ela gostou tanto que se levantou logo e disse que lhe tinha dado uma vontade súbita de ir à casa de banho o que eu não gosto nada que aconteça em minha casa porque se têm vontade que façam antes de vir que a meu ver até é falta de educação chegar a casa doutra pessoa e arrear o calhau e deixar a casa empestada durante horas a fio.

 

A Zefa estava toda contente porque a prenda dela era a maior de todas mas quando abriu e viu uma enorme pila preta com um papelinho agarrado em baixo a dizer "para quando tiveres vontade de coçar os tomates" deu-lhe uma fúria daquelas épicas e desata a atirar coisas à cabeça da Micaela e da Idalete que se riam como umas perdidas e o que vale é que agarrou numas figurinhas de porcelana que a Rosalina me tinha oferecido e que só estavam ali porque ela andava por aí a dizer que eu não gostava das prendas dela e eu disse que era mentira e até gostava das figurinhas das criancinhas com umas bolas e uns balões que pareciam do século passado mas até não me importei quando aquilo ficou assim tudo feito em caquinhos.

 

 

O único problema é que nem tive tempo de limpar a casa porque assim que elas saíram tive que ir a correr buscar as minhas primas que estavam fartas de me mandar mensagens a perguntar onde é que eu andava porque queriam ir para a terra e não queriam chegar lá de noite. Peguei na Cátia e no calhambeque e lá fomos pela estrada nacional fora até que quando estávamos quase a chegar aquilo desata aos soluços e aos coices e ficou-se mesmo no meio da estrada. Eu e a Cátia conseguimos empurrar a carripana até à berma enquanto as minhas primas se sentavam numas rochas a reclamar e a mandar mensagens às amigas e pôr posts no feicebuque a dizerem onde estavam como se aquilo servisse para alguma coisa porque ali no fim do mundo e com o frio que estava até parece que ia aparecer alguém para nos ajudar.

 

Foi aí que me arrependi de não ter ido pela auto-estrada porque apesar das portagens estarem pela hora da morte se há algum azar vêm logo uns senhores dizer que a gente não pode estar ali paradas e nós dizemos que não conseguimos pôr o carro a trabalhar e eles bufam mas mandam vir alguém para reparar a avaria porque os outros utentes também pagaram para usar aquela via que deve estar sempre livre e desimpedida e sem um grupo de mulheres à beira dum ataque de nervos na berma da estrada.

 

Na estrada nacional já quase ninguém passa a não ser o ocasional camionista que pára só para nos perguntar qual é o preço da mamada. Nós ao início ainda ficávamos indignadas com aquilo e eu dizia para eles seguirem em frente que na próxima curva costuma estar a Amélia Zarolha que lhes fazia o servicinho por um preço em conta. Mas ao fim dumas horas ali ao frio e à chuva quando pára o Zé Miguel da tia Alice e nos pergunta se lhe fazemos uma mamada nós já com o desespero que levávamos dissemos que sim mas ele tinha que nos pôr o carro a andar. Não foi fácil negociar com ele, para além da mamada tivemos que lhe dar uma cena lésbica de bónus e por fim ele lá concordou e desempanou-nos o carro enquanto a Cátia entrava em acção de joelhos no chão. Coitada da rapariga que teve que se prestar àquilo mas como ela se recusou a contribuir para as despesas da viagem acho que ficámos quites!

 

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publicado às 08:50

Excursão à Assembleia da República

por Lucelia, em 19.12.13

 

 

 

Não sei de quem terá sido a ideia peregrina, se calhar até foi minha, mas resolvemos ir fazer uma manifestação em frente à Assembleia para reclamar contra aqueles senhores que agora querem fazer um referendo para perguntar ao povo se as lésbicas e os gays podem adoptar crianças como se o povo quisesse saber disso para alguma coisa. Não é que alguma de nós queira adoptar, mas nunca se sabe se no futuro teremos alguma sócia que o queira fazer e nós assim já cobrimos todas as bases mesmo que de momento sejam bases fictícias.

 

Lá fomos nós, um bocado desfalcadas porque há sempre umas que dizem que têm mais do que fazer do que ir reclamar direitos que a elas não lhes dizem nada e ainda por cima nesta altura do ano em que as mulheres querem é ir todas para as compras de Natal e é por isso que não se pode entrar em lado nenhum porque está tudo à pinha.

 

Chegámos à escadaria e ficamos ali assim um bocado só a gritar palavras de ordem tipo "somos fufas, não somos bruxas" e "temos muito amor para dar, queremos criancinhas para adoptar" e coisas assim. E ninguém nos estava a ligar nenhuma porque parece que ultimamente tem havido muita gente a ir para a frente da Assembleia gritar impropérios contra os senhores que lá estão até que a Idalete que gosta muito de chamar a atenção começa a despir-se até ficar de mamas ao léu! Claro que nessa altura vem logo um dos polícias lá de cima muito irritado a dizer ó minha senhora não pode estar aqui nesse estado! E ela a rir-se porque ao menos estava a causar alguma comoção e já podia contar às outras que tinha sido vítima de violência por parte das forças da autoridade. O polícia mandou-nos dispersar porque não podíamos estar ali a fazer uma manifestação não autorizada e depois de convencermos a Idalete a vestir-se lá viemos embora um bocadito desanimadas porque a coisa não tinha corrido como queríamos e nem chegámos a prestar uma declaração aos meios de comunicação social nem nada, mas ainda bem que não apareceram porque ver as mamas descaídas da Idalete na televisão era coisa para provocar um ou outro ataque cardíaco de puro terror.

 

Já vínhamos a meio caminho quando demos por falta da Rosalina que na altura da manifestação e sem ninguém dar por nada resolveu enfiar-se na casa da Amália e eu devia ter desconfiado quando ela disse logo que vinha connosco porque ela normalmente não alinha nestes programas e quando vem dá sempre asneira, como foi daquela vez que organizámos um piquenique na serra de Sintra e quando demos por isso ela tinha-se evaporado e mais uma moça duma excursão de escuteiras que estava ali ao lado e que tenho a impressão que devia ser menor porque a chefa começou aos gritos a dizer que ia fazer queixa à polícia e foi uma escandaleira danada na zona até que a Rosalina foi pedir ajuda ao padre e o caso foi abafado.

 

Voltámos para trás e eu fui falar com o polícia para lhe dizer que precisávamos de ajuda porque uma das nossas amigas tinha desaparecido e podia ter sido raptada e ele só dizia que não era assim porque primeiro tínhamos que esperar 24 horas e só depois podíamos ir à esquadra para fazer um relatório sobre o desaparecimento da pessoa amada e tinha que ser um familiar da desaparecida e não uma pessoa qualquer como se eu fosse uma qualquer e não conhecesse a Rosalina praticamente desde que ela nasceu!

 

Sentámo-nos na escadaria e resolvemos esperar, ou por outra eu resolvi esperar porque a Rosalina é muito minha amiga apesar de ser beata, porque as outras queriam todas ir-se embora e a Zefa estava danada porque não pensava que a manifestação fosse durar tanto tempo e não tinha trazido um farnel nem nada. Às tantas lá aparece a Rosalina toda contente a dizer que tinha estado em comunhão espiritual com a sua diva, parece até que se deitou na cama dela e tudo, e agora ainda queria ir à feira de Natal da associação novo futuro porque havia uma na igreja que tinha para lá uma banca e estava a vender uns naperons assim com umas cornucópias coloridas e ela tinha dito para lhe guardar uns dois ou três para oferecer às amigas no Natal.

 

Claro que as outras lhe iam batendo porque enquanto nós estivemos ali ao frio e à chuva a lutar pelos nossos direitos ela esteve no bem bom a ver os recuerdos da Amália, e os vestidos e os xailes e os discos de ouro e as menções honrosas e demais distinções e aquilo só parou quando apareceu de novo o polícia a dizer que o melhor era sairmos dali na hora porque se não íamos todas passar a noite na esquadra o que não me dava jeito nenhum porque ainda queria passar no talho do Sr. Fernando a ver se ele me avia umas asinhas de frango para eu levar para a terra porque lá não conheço ninguém e ele por enquanto ainda mas vende fiado e ainda posso descontar uns pontos que tenho num cartão cliente que a Zefa me emprestou. 

 

 

 

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publicado às 08:38

Fufas Famosas - Maria Zilda

por Lucelia, em 18.12.13

 

 

Hoje volto-me finalmente para as brasileiras porque andei aqui a ver e assim de repente não me lembro de mais nenhuma fufa portuguesa famosa para além da Ana Zanatti e da Lara Li, e sobre esta última tenho um ódio de estimação por causa dum episódio que se passou um dia num bar e depois um dia se calhar venho cá contar.

 

Eu assim brasileiras sobre quem queria mesmo escrever era sobre a Malu Mader, esse portento de mulher que reforçou e muito os meus latentes instintos sáficos, mas infelizmente parece que ela não é fufa se bem que hoje em dia há carradas de atrizes que chegam ali a uma certa idade e dizem ah e tal tou farta de aturar homens, as mulheres é que é! Só é pena que só façam isso depois dos sessenta, porque elas eram nossos ídolos na juventude e mal sabíamos nós o que se passava ali por dentro. E se alguém vier dizer que só mulheres feias são fufas botem os olhos numa Samantha Fox ou numa Kelly McGillis nos anos 80, que é para verem que também temos exemplos de mulher boazuda e super bem fornecida.

 

 

 

A Maria Zilda por acaso nunca desconfiei, talvez só na parte da voz, mas também foi um belo pedaço de mulher. Agora que chegou aos sessenta arranjou uma namorada que também não é nada de se jogar fora. E quem foi Maria Zilda? Foi uma atriz brasileira que participou em montes de novelas mas agora não me lembro do nome de nenhuma. É o que eu digo, quero escrever sobre uma fufa famosa e só me lembro da Malu Mader na novela Top Model e eu uau, ficava ali de boca aberta a olhar para a televisão e para aquele mulherão e o meu pai dizia-me ó filha fecha a boca se não entra mosca e a minha mãe afligia-se porque nessa altura pensava que eu era assim porque queria ser atriz de novela e ela queria que eu fosse professora e eu para não lhe dar um desgosto fui mas as criancinhas deram-me cabo da saúde só que agora não tenho tempo de estar aqui na amena cavaqueira porque ainda tenho muitas coisas para tratar por causa da viagem à terra no Natal.

 

PS. Mas tenho muita pena que a Malu Mader não seja fufa, lá isso tenho!

PS2. Parece que a mulher da Daniela Mercury também se chama Malu, pena que não seja a Malu Mader!

PS3. Se Malu fosse nome de mulher lésbica, a Malu Mader seria fufa!

PS4. Se calhar é porque ainda só tem 47 anos, se calhar daqui a uns 15 anitos assume-se só que nessa altura eu já terei mais de setenta e provavelmente o meu irmão enfia-me num lar que é uma limpeza e eu depois lá não posso dizer que sou fufa se não expulsam-me como ouvi dizer que fizeram a um velhote que disse que era gay e depois não tinha para onde ir. Terei que viver à custa da bondade das minhas amigas mais novas se bem que não estou a ver nenhuma delas a querer tomar conta duma velhota diabética e incontinente!

 

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publicado às 09:31

 

 

 

Eu hoje estou danada, só vos digo que vim a saber por portas e travessas que a Maria José, minha arqui-inimiga e primeira ex-namorada, criou o Clube Safo da Brandoa e de certezinha absoluta que o fez só para me enervar que estas coisas são mesmo assim e aquela mulher nunca teve uma ideia original na vida! Ela que tente recrutar mulheres do tempo dela, quando ainda se chamavam fressureiras às fufas e metiam-se todas na casa umas das outras para ver uma série de velhas que era a Golden Girls, se bem que eu às vezes também via porque achava uma certa piada assim do estilo platónico a uma que era a Blanche. A Maria José é parecida com uma dessa série que era muito alta e com um cabelo de palha de aço e que falava assim alto e grosso e tinha a mania que era esperta. Pode ser que consiga recrutar daquelas do bafio, que são as que têm a pardaleca a cheirar a mofo e toda mirradinha por dentro por falta de uso! Eu nem sei como um dia me enrolei com ela, estou muito arrependida mas as coisas são mesmo assim, não dá para voltar atrás e apagar o passado.

 

Foi ela e a Carlota das tranças compridas, uma das maiores estupidezes que eu já cometi na minha vida, porque eu achava que ela estava a olhar para mim assim como quem diz come-me toda e afinal a mulher era estrábica e não controlava o nervo óptico de maneira que o olho dançava-lhe por todo o lado desde que uma vez o irmão lhe disse que ia fazer uma experiência que ele tinha visto na televisão dum senhor que tirava um olho e voltava a pôr no sítio e aquilo correu mal. O que vale é o que irmão dela hoje é médico legista pelo que se as experiências correrem mal também ninguém diz nada, se bem que parece que houve para lá uma viúva que fez queixa porque quando o marido morreu ia inteiro e quando lhe entregaram o corpo para o funeral faltava-lhe um braço e uma perna e nunca lhe conseguiram explicar o que se tinha passado com os membros do seu ente querido.

 

Bom mas passando às coisas alegres venho informar as sócias do Clube Safo da Rinchoa, e isto é mesmo só para as sócias que poderem comprovar a sua inscrição por via da apresentação do cartão de sócia, que seguiram para os vossos mails os nomes das vossas amigas secretas para a troca de prendas do Natal, juntamente com a convocatória para uma sessão geral extraordinária que se irá realizar cá em casa no próximo dia 23 assim mais para o cedo porque eu depois ainda tenho que ir com as minhas primas até ao Norte e não me apetece nada chegar lá de madrugada!

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publicado às 06:40

Correio dos leitores

por Lucelia, em 16.12.13

 

 

Hoje estou um bocadinho desanimada, primeiro porque o meu sitemetro foi arqueado por uns engraçadinhos que substituiram o nome do nosso blog por clubedegajas o que é uma indecência porque nós somos todas senhoras e respeitáveis membros da nossa sociedade. Depois porque recebi uma mensagem no correio do blogue que seria o nosso primeiro fiodebeque e eu até pensei que seria um leitor ou uma leitora a darem sugestões de coisas giras e assim mas devia ter desconfiado quando vi que vinha dum Danilo de Jesus pois quando abri a mensagem vi isto:

 

Boa Tarde !!!

Na Vida nada é por acaso, e este email não é por acaso.

Quero te dizer que Jesus te Ama e que em breve Ele voltará.

Ainda dá tempo de arrepender, de ter uma vida ao lado de Deus.

A escolha é sua.

 

"Abandonem os seus pecados... voltem-se para Deus... porque o Reino dos Céus está para chegar logo". Mateus 3:2

 

Quer dizer, ainda agora comecei a escrever e já me andam a azucrinar o juízo quando há por aí blogues bem piores do que este com fotos de pardalecas escancaradas e a esses aposto que ninguém diz nada! Não sei porquê cheira-me que a Rosalina teve alguma coisa a ver com isto porque eu queria que ela me prometesse que não dizia nada sobre o nosso Clube lá na igreja mas ela disse que não podia porque depois na confissão o padre zanga-se com ela e diz-lhe que qualquer dia fecha-lhe a porta da igreja na cara e não pode ser porque ali é o único sítio onde ela encontra a paz, e onde não lhe passam pensamentos pecaminosos pela cabeça. Deve ser muito difícil ser a Rosalina, conciliar assim a parte beata com a parte sáfica, aquilo deve ser para lá uma revolução dentro dela que nem quero imaginar. O que vale é que ela é boa moça porque se não já tinha dito umas verdades ao senhor padre porque eu bem o vejo de risinho parvo na boca sempre que vê a Tininha a passar na rua. Não consigo perceber esta religião em que as pessoas têm que abdicar duma parte de si para poderem agradar aos outros. Ora se o sexo faz parte da civilização desde que a gente é gente porque razão eles e elas têm que dizer ah e tal que chatice não gosto nada disso, nem tenho prazer nenhum nem nada mas depois andam a fugir da tentação como diabo da cruz!

 

A Rosalina se não fosse cá por umas coisas até tinha ido para freira, mas parece que aquilo lá dentro dos conventos às vezes é pior que cá fora e pelo menos aqui ninguém lhe controla os pensamentos nem lhe viola a intimidade. Mas que vivemos num mundo cheio de perigos dos lados mais insuspeitos isso vivemos, como diz a minha vizinha Salomé que é um bocado coscuvilheira mas se não fosse ela eu vivia muitas vezes na santa ignorância porque por exemplo ela já me avisou em relação à vizinha de cima que também gosta muito de andar enfiada na igreja e leva sempre o marido atrás que aquilo é só fachada porque ela já o viu sair de casa vestido de mulher e já a ouviu ameacá-lo que o matava muitas vezes e isso eu já tinha reparado que ele às vezes anda com nódoas negras e a coxear muito. Não tenho nada a ver com isso, cada um sabe de si mas acho mal que as pessoas não façam a sua vida às claras e depois andem a dizer mal dos que vivem bem consigo próprios. Por exemplo o meu primo Faustino chateou-se com a família toda menos comigo que eu cá sempre gostei muito dele porque um dia disse-lhes que a partir desse momento queria que o tratassem por Solange e aquilo caiu muito mal e a minha vizinha de cima fartou-se de andar por aí a espalhar que a Solange era uma p… mas a Salomé que sabe das coisas se fosse como ela ía espalhar por aí que sim senhora até podia ser mas é ela que lhe maquilha o marido quando ele vai lá dar as voltinhas dele lá nesses sítios onde toda a gente é bem-vinda, seja de que género ou orientação sexual for.

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publicado às 15:07

Manias das fufas - as éxes

por Lucelia, em 15.12.13

 

 

 

Lembram-se da série L Word em que havia uma que era a Alice e que tinha assim um quadro onde punha todas as ligações entre as lésbicas lá do sítio e havia umas que pareciam umas estrelas tal era a quantidade de pauzinhos que saíam delas em direcção às outras? Cá é igual, as fufas acabam todas por se relacionarem umas com as outras ao longo do tempo porque somos poucas e acaba por não haver assim grande escolha. Atenção porque eu não acho mal que isso aconteça, pode não ser muito saudável mas é normal dada a reduzida dimensão da nossa população sáfica. O que me encanita são aquelas que mal acabam uma relação querem logo ser as melhores amigas no dia seguinte como a Micaela que já estava farta da Nilda e vai e diz-lhe que está tudo acabado entre elas e no segundo seguinte ah e tal mas queres vir comigo ao concerto da Ana Carolina porque não me apetece ir sozinha e já comprei dois bilhetes? E a outra feita parva vai e diz que sim, enfim esta parte eu até percebo porque a Nilda pode ter esperança de voltar para a Micaela, mesmo sabendo que ela lhe põe os cornos a torto e a direito que aquilo é uma vergonha, e caso não volte a partilhar a cama dela ao menos sempre vai à Ana Carolina o que é um bom prémio de consolação.

 

A Zefa também tem a mania de ficar amiga das éxes todas e faz churrascadas lá em casa com elas só que aquilo dá sempre confusão porque aquela mulher parece que faz as pessoas revelarem o melhor e o pior que há em si, não sei se será da testosterona, e elas engalfinham-se sempre todas e ah e tal eu é que fui a que ela gostou mais porque ela a mim disse que me amava cento e vinte e três vezes, e a outra o que é que isso tem de especial palavras leva-os o vento ela a mim deu-me um anel de brilhantes e as outras todas a rirem-se porque tá na cara que o anel veio do chinês e aquilo acaba sempre com os vizinhos a chamarem a polícia porque aquilo é um prédio de gente decente e só não expulsam de lá a Zefa porque foi ela que lhes vendeu o apartamento e até lhes fez um desconto muito jeitoso e bem maior do que qualquer outro agente imobiliário porque ela é mesmo assim, consegue sempre o que quer.

 

Eu quando acabo as minhas relações peço sempre um tempo porque quanto mais não seja por alguma razão eu quis nunca mais ver aquela mulher à minha frente, e nos casos piores tenho mesmo ganas de as esganar, portanto para não cometer um crime o melhor é mesmo que se afastem durante uns tempos se não quiserem acabar às postas enfiadas na arca congeladora da cave lá de casa. Depois esses instintos passam, e a gente até se esquece porque é que um dia andou atrás dela com um facalhão na mão, e ligamos e dizemos que queremos encontrar-nos com ela e inventamos uma desculpa parva tipo ficaste-me com um casaquinho de malha da quebra-mar que me custou os olhos da cara, esta parte não digo, e eu tenho saudades dele e quero-o de volta. E sob pretexto de reaver uma peça que nos é querida vamos tomar um café e a partir daí passamos então à fase da amizade e é assim que se fazem as coisas de forma civilizada.

 

Só com esta última relação que tive, com a Cátia, é que não demos tempo nenhum porque eu pu-la fora de casa num dia e no outro ela já lá estava outra vez enfiada porque tivemos reunião do Clube e era indecente da minha parte não deixá-la participar nesta iniciativa tão importante para as fufas da Rinchoa. A verdadeira razão porque estou a escrever este texto sobre as éxes é porque a Cátia quer ir comigo passar o Natal à terra das minhas primas e eu até preferia ir com ela para não ir sozinha o caminho todo a aturar as parvoíces das minhas primas. E depois também porque tenho pena dela porque ela não tem ninguém neste mundo porque quando ela disse aos pais que era lésbica o pai disse-lhe que não queria saber disso para nada e que ela tinha que se casar com o primo Joaquim na mesma porque ele era dono dumas terras no Norte que os pais dela andaram toda a vida a cobiçar porque queriam lá fazer uma casinha quando se reformassem. Aquilo foi uma escandaleira danada porque ela desatou aos gritos a dizer que isso era no tempo da outra senhora que mesmo que fosse lésbica tinha que se casar com quem o pai mandasse, porque agora as lésbicas tinham direitos e ele não podia obrigá-la a casar com o Joaquim que aquilo para ela era o mesmo que a obrigasse a enfiar um copo de uísque no c.., assim com as letras todas. O pai ficou muito vermelho e desata a dizer que ela não é filha dele e vira-se para a mãe dela a dizer que a partir de agora ela não entrava mais lá em casa e a mãe muito aflita porque parece que quando casou já vinha grávida e ele foi muito bonzinho com ela na altura e aceitou-a naquele estado e mais uns quantos contos de réis que o pai dela lhe passou para as mãos para ficar de bico calado mas com isto tudo a Cátia foi posta fora de casa e a partir daí foi como se não tivesse família, ou por outra, a família dela somos nós as amigas que temos que ser umas para as outras e é por isso que eu ainda não sei se aceito que ela vá comigo passar o Natal porque eu sei que ela ainda tem sentimentos por mim e ali no meio da serra, com o frio que para lá está por esta altura, temo não resistir ao calor do seu corpo e à habilidade das suas mãos. 

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publicado às 11:14

Começo esta rubrica de coisas giras da net com este artigo sobre perguntas que as pessoas fazem sobre sexo lésbico se bem que confesso que algumas destas nunca tinha ouvido antes, é o que dá a gente morar na Rinchoa que aqui ninguém percebe nada destas coisas e o mais que nos perguntam é porque é que andamos sempre juntas que até parece que fazemos parte dum culto e eu o melhor é nem dizer que criei o Clube Safo porque se não vão pensar que isto é tipo a IURD e ainda nos fazem fila à porta para se virem inscrever.

  1. O que é que duas mulheres fazem na cama? A mocita que escreve o artigo diz que fazem muitas coisas, nós por cá é mais dormir mesmo.
  2. Uma de vocês faz de homem? Esta pergunta é clássica e já escrevi sobre isso. A resposta é não e se continuam a perguntar é porque devem ter fantasias de mulheres mascaradas de homens com pilas do chinês o que digo-vos já que é mais um cena de comédia do que propriamente de filme pornográfico!
  3. É mais fácil duas mulheres porque sabem por instinto o que uma mulher gosta? A resposta é não e não há duas mulheres iguais portanto o que uma gosta a seguinte pode odiar e andar por aí a espalhar que nós somos o pior que lhe aconteceu desde o terramoto de 1969.
  4. Usam sempre dildos? Não, nem todas gostam de andar com uma pila do chinês amarrada à pardaleca até porque aquilo faz uma comichão danada!
  5. Se gostam de mulheres porque é que andam com mulheres que se parecem com homens? Não vou responder a esta pergunta porque as minhas namoradas nunca foram parecidas com homens. Vou deixar esta para mais tarde, tenho que debater este assunto com a namorada da Zefa. A mocita do artigo diz que é por causa das mamas e nesse ponto não deixa de ter uma certa razão.
  6. Se eu quiser dar um beijo a uma mulher isso faz de mim uma lésbica? A mocita diz que não necessariamente mas eu digo que todas as mulheres que eu conheço que já beijaram outra mulher foram e nunca mais voltaram para trás, mas pode acontecer assim num mundo qualquer que não o nosso que um beijo entre duas mulheres corra mal e uma delas queira voltar a beijar homens que cheiram a cerveja, não têm os dentes todos e andam sempre com a barba por fazer, sei lá, há malucas para tudo!
  7. Esta é a sobre o filme das lésbicas francesas que eu ainda não vi por isso não vou responder. Assim que eu tiver oportunidade de sacar, digo de ir ver ao cinema eu depois venho cá falar sobre o filme.
  8. Mas que mania que as pessoas têm de falar de tesouras! Nunca irei perceber porque misturam lésbicas com tesouras até porque é perigoso brincar com objectos cortantes!
  9. O que é o fist… ? Ahem, vou deixar passar esta porque isto é um blog de cultura e coisas lúdicas e assim e não de badalhoquices!
  10. Estás-te a fazer a mim? A mim nunca ninguém me perguntou isto, mas se calhar é comum noutras partes do mundo as mulheres que não são fufas desatarem todas a achar que uma pessoa só porque diz que é lésbica é porque quer levá-las para a cama.
  11. Se eu tiver uma amiga que quer andar com uma mulher como é que lhe digo para fazer? Olhe ela que mande uma ficha de inscrição para o Clube Safo da Rinchoa que eu falo aqui com a Micaela e a gente traça-lhe já um plano de acção que é uma maravilha!

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publicado às 09:18

Excursão ao Casino

por Lucelia, em 13.12.13

 

Ontem fomos ao Casino, eu nem queria ir porque este mês não comprei o passe para ver se me sobravam uns trocos para os presentes de Natal, mas a Idalete insistiu tanto porque já não se arejava há uma semana e o casino é sempre giro e animado, mais para as que jogam, eu fico só a ver porque se me pusesse a dar dinheiro às máquinas ficava bem desgraçada. A Micaela também disse logo que não ia porque já tinha combinado ir com as colegas do cabeleireiro a um bar novo que há ali para os lados da Rua da Madalena. Ainda tentei convencer a Salomé porque assim não voltava sozinha para casa mas ela anda muito em baixo desde que foi expulsa do ginásio. Parece que houve lá uma que fez queixa dela por lhe estar sempre a olhar para as mamas e isso é uma grande mentira porque quem olha para as mamas das outras são as mulheres que as querem comparar com as delas. Se quiserem saber quem é fufa num ginásio são as que estiverem a olhar para o chão!

 

Entrámos e fomos logo para as máquinas do chinês porque a Idalete diz que o chinês gosta muito dela e dá-lhe muita sorte mas eu nunca a vi lá ganhar nada. Sentámo-nos e elas vá de enfiar notas nas máquinas do chinês e eu fico assim a ver aquilo a rodar e a pensar na vida, faz-me falta a Cátia tenho que o admitir, mas já não aguentava tê-la lá enfiada em casa sempre a azucrinar-me o juízo e tens que fazer isto e tens que arrumar aquilo e olha-me lá bem para este armário, achas normal isto estar neste estado? Foi o cabo dos trabalhos para a tirar de lá, é sempre assim quando uma pessoa diz ah e tal podes ficar lá em casa porque sempre me ajudas nas despesas mudam-se logo enquanto o diabo esfrega um olho, mas depois quando é para saírem ah não encontro nada em conta, sabes que eu ganho pouco, desde que o centro de massagens fechou ando só a fazer biscates e é difícil pagar uma renda sem um rendimento fixo. Ao princípio até foi bom, ela ajudou-me a tirar de casa imensa tralha que para lá havia ainda do tempo dos meus pais. E as noites foram boas, a mulher sempre era massagista e isso notava-se na cama!

 

Estava eu assim perdida a pensar nas voltas da vida quando de repente ouço uns gritos “Ó da guarda! Ó da guarda!” e só via a Idalete muito exaltada a esbracejar muito e as outras a tentar acalmá-la ó mulher tu sentes-te bem? Queres que te vá buscar um copo de água? E ela já num pranto a dizer que tinha sido assaltada e nós mas ninguém se chegou a ti como é que de repente tua carteira desapareceu? No meio da comoção apareceram dois senhores do Casino muito simpáticos a dizerem que não podíamos estar ali a fazer tanto barulho porque estávamos a incomodar os outros clientes. E a Idalete aos gritos a dizer que queria ver as gravações das câmaras de segurança e eles a dizerem que isso não é assim, que ela primeiro tinha que ir fazer queixa à polícia e que tinham que nos pedir para sairmos porque já estávamos a incomodar demasiado. Nessa altura assumi o controlo da situação e assegurei-lhes que já estávamos de saída mas ainda tivemos que esperar pela Maria Antónia porque tinham-lhe saído os três chapelinhos do chinês e a máquina estava assim só a deitar moedas e mais moedas no ecrã, sim que aquilo é para parecer que nós ganhámos alguma coisa de jeito mas depois vai-se a ver e nunca é mais de 10 ou 20 euros.

 

Lá viemos embora e a Zefa toda danada porque dizia que uma das moças que dão cartas nas mesas lhe estava a fazer olhinhos e eu acho que elas são assim porque tem que ser simpáticas e cativar os clientes mas a Zefa acha sempre que todas as mulheres andam a dar em cima dela. Resolvi levar a Idalete a casa porque a mulher ainda estava meio combalida e veio o caminho todo a dizer que lhe roubaram tudo e os cartões todos e a identidade e que se calhar ia chegar a casa e ia estar lá outra pessoa em vez dela e eu ó mulher não sejas parva, roubaram-te a carteira, não a chave de casa! Mas ela é assim, é sempre tudo um drama e uma dificuldade, e eu para a acalmar até lhe disse que ia à loja do cidadão tirar as senhas por ela e ficava lá na fila as horas que fossem preciso. Chegámos a casa da Idalete, ela mete as chaves à porta e ei-la, a carteira vermelha da Idalete mesmo ali à entrada a rir-se para nós!

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publicado às 09:45

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