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O Natal na terra

por Lucelia, em 28.12.13

 

 

É que tenho alguma dificuldade em escrever sobre algo que me diz tão pouco se não fosse ter acontecido uma coisa que não era para acontecer. O Natal na terra resume-se a três palavras: frio, mais frio e ainda mais frio. E como se sabe o frio leva as pessoas a fazerem parvoíces porque o sangue concentra-se nos membros para que não caiam de enregelados e depois ficamos sem discernimento para tomar as decisões certas. Tudo começou ao jantar quando a tia Hermínia começa a fazer as perguntas do costume ó filha quando é que te casas? Olha que não vais para nova! E queres que eu ligue ao Hermenegildo que está viúvo desde que a mulher morreu ao parir o décimo terceiro filho? E eu a responder não tia deixe estar, já lhe expliquei várias vezes que não gosto de homens. E se pudesse mostrava-lhe uma foto da Adriana Lima para ver se ela percebia porque aquela mulher diabólica é de virar qualquer coisa que se mexa e quem diz o contrário está a mentir!

 

 

 

 

E as minhas primas com aquele risinho nervoso e o tio Aires a rir-se muito com aquela boca toda desdentada e a dizer porque é que eu não dava um beifinho à minha namorada e eu a dizer que a Cátia não era minha namorada, já tinha sido sim mas agora éramos só amigas e mesmo que não fossemos eu não ia estar ali a dar beijos nela à frente dos tios mesmo que o tivéssemos feito à frente do Zé Miguel camionista mas isso foi numa situação de desespero extremo. E a tia já a ficar enervada com a conversa e a dizer que ainda bem que a minha mãezinha já não era viva para assistir àquilo, eu e o meu irmão éramos uns degenerados e a culpa era dela porque nunca teve mão em nós porque se tivéssemos sido filhos da tia ela ia-nos endireitar nem que fosse recorrendo à violência física e eu a dizer olhe que não é assim tia, as pessoas nascem com isto! Nem sei para quê porque nessa altura ela já só rezava e dizia ó Aires vai-me buscar o padre que a nossa casa está amaldiçoada e ele tem que vir cá benzê-la!

 

E não sei se foi disso ou da conversa mas sei que olhei para a Cátia e ela viu logo que eu estava com a pardaleca aos saltos porque estas coisas vão sem terem que se dizer e só sei que nessa noite por baixo das mantas bafientas eu e a Cátia fizemos sexo como não fazíamos há muito de tal forma que ela agora tá convencida que vai voltar lá para casa e eu ainda não tive coragem para lhe dizer que eu não posso ficar refém de um momento de fraqueza ainda que tenha sido um momento daqueles que já não acontecem com muita frequência na vida duma mulher de mais de cinquenta anos.

 

E agora deixo aqui um excerto que foi mais ou menos o que se passou entre nós de um texto da minha prima Miranda que diz que é escritora e está com a mania que não nos conhece de lado nenhum desde que se mudou para a Alta de Lisboa e diz que agora só se dá com pessoas de renome e não com umas fufas manhosas da Rinchoa. Há-de cá vir pedir batatinhas que eu digo-lhe! Mas nestas coisas do sexo ela escreve melhor que eu mesmo que seja uma parvalhona de primeira apanha.

 

"Aproveitamos a saída dos adultos para a missa e fugimos para o esconderijo que tínhamos previamente preparado. Eu tinha encontrado uma braseira no sotão de casa de uma das minhas avós e Joana tinha levado cobertores que espalhamos no chão do quarto dos seus irmãos mais velhos que já não moravam ali. A cama era velha mas o colchão sempre providenciava mais conforto do que o chão de madeira velha pelo que arrastámos o colchão até perto da braseira para nos mantermos quentes enquanto durasse a nossa entrega mútua de presentes. Joana tinha conseguido roubar uma garrafa de cidra a um dos seus tios e começamos por brindar a nós, ao nosso primeiro Natal juntas, e àquilo que seria a nossa primeira noite de amor. Eu já tinha alguma experiência, a Joana não, por isso fui eu que lhe tirei o copo da mão e suavemente a empurrei de encontro ao colchão onde nos tínhamos sentado. Sentindo os seus olhos sorridentes em mim aproximei-me e comecei a desapertar-lhe os botões da camisa, inebriando-me com o seu cheiro quente e doce à medida que aproximava a minha cara dos seus pequenos seios redondos e perfeitos.


Há momentos que queremos preservar igual, parar o tempo, sentir o mesmo durante muito mais do que aqueles breves segundos em que a minha boca tocou na pele macia dos seios de Joana e alguma coisa se iluminou dentro de mim. Senti o calor a espalhar-se da minha língua para a minha boca, descendo pelos meus seios até atingir em pleno o meu sexo quente e molhado. Despi Joana por completo para finalmente conseguir contemplar o seu corpo ali deitado em oferta merecida e conquistada por mim.

 

Não queria atemorizá-la, sabia que ela nunca tinha sido tocada, prossegui da forma mais gentil que consegui, acariciando-a e beijando-a à medida que a minha boca descia pela pele macia da sua barriga. Aqueles eram os primeiros caminhos do prazer no corpo de Joana, traçados por mim que a amava mais do que a própria vida! Tinha que ser tudo memorável, uma experiência única que jamais seria esquecida por ambas!

Joana não teve medo e entregou-se totalmente a mim, abrindo as pernas e deixando-me escorregar até chegar bem perto do seu sexo. Olhei-a e vi o assentimento pleno que me convidava a avançar por isso o fiz, milimetricamente, célula a célula, até passar a barreira da penugem, atravessando-a primeiro com os dedos e depois com a língua. Fechei os olhos para sentir e saborear mais intensamente aquele momento tão bom. Joana sabia a... uma mistura de... maçãs com compota de framboesas... mas com um cheiro intenso a flores... jasmins... orquídeas... algo de indiscutivelmente bom! Eu sentia que ela estava a gostar do prazer assim proporcionado, pela forma como o seu corpo se mexia e o seu sexo se levantava de encontro à minha boca expectante e desejosa de saborear mais ainda. E eu era a primeira a provar o sabor de Joana e saber que nunca ninguém tinha chegado ali servia como combustível para a minha já de si intensa excitação!

 

A minha língua continuava a dançar à volta do interior do sexo de Joana, passeando-se pelas bordas, sorvendo aquele sabor intenso e perfumado, tão doce... até que ouvi Joana a gemer, senti o seu corpo tremer e de repente a minha recompensa chegou na forma de um líquido espesso e abundante, transparente e tão doce como o mel. Inundou-me a boca, o queixo, o pescoço, transbordou-me até aos seios, fiquei coberta do néctar puro e doce da virgem que se tinha deixado possuir e deixei que os meus poros absorvessem a santidade dele e do momento! Inebriada que me encontrava pelo cheiro do sexo de Joana nem me apercebi que ela já se tinha apoderado do meu e vigorosamente me arrancava das entranhas um inesperado orgasmo poderoso e profundo! Assim as duas baptizadas uma pela seiva da outra nos enrolamos nos cobertores a beber cidra e a rirmos daquilo que tínhamos feito e que nos tínhamos dado nessa noite de Natal."

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publicado às 08:53


3 comentários

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De Zefa a 28.12.2013 às 09:58

Olhá lá porque é que eu não conheço essa tua prima finória?
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De Lucelia a 29.12.2013 às 10:05

Olha porque ela não se quer dar connosco! Agora tem a mania que é escritora e que só se dá com intelectuais. Mas também se um dia vier cá pedir para se inscrever no nosso Clube vou-lhe pedir uma quota em triplicado para ela perceber que também sabemos ser tortas quando queremos!
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De Zefa a 09.01.2014 às 23:12

É assim mesmo, devias lhe enviar um convite VIP para um evento, podíamos fazer assim um churrasco todo finório, se quiseres eu mando fazer na gráfica os convites nos mesmos que fazem os folhetos da imobiliária. É da prima da Célia do Algueirão lembras-te? Outro dia a Célia perguntou por ti!

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