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Troca de prendas do Clube Safo - parte 2

por Lucelia, em 25.12.13

 

Finalmente consegui ter um bocadinho para vir aqui contar como correu a nossa troca de prendas de Natal, só espero que a net não se vá abaixo porque isto aqui na terrinha parece que é tudo ainda do tempo das manivelas e deve ser por isso que ninguém sabe o que é a fibra mas também ninguém reclama porque enquanto os homens vão para os copos elas juntam-se todas à volta da lareira a fazer malha e a dizerem mal dos maridos.

 

Bom mas então no início da semana como combinado juntámo-nos todas em minha casa para o nosso evento natalício que eu esperei que corresse dentro do que se espera nesta altura do ano, ou seja os amigos e família juntam-se para trocar prendas que a gente vê logo que são coisas recicladas mas agradece muito na mesma e ah e tal que vela tão bonita e que naperon tão bem feito e pensamos que já o tínhamos visto em cima da televisão em casa da pessoa e por aí fora.

 

Mas as meninas este ano resolveram ser originais, excepto a Rosalina que todos os anos oferece sempre o mesmo a toda a gente e eu devo ter um baú cheio até cima das tralhas que ela me vai dando e que vêm das vendas de Natal lá da igreja. O meu presente este ano foi precisamente um desses naperons bordados com uns dizeres alusivos à época que eu agradeci muito e pensei que ia directo fazer companhia aos outros no baú.

 

 

 

Depois foi a vez da Salomé e fui eu que lhe dei a prenda e comprei-lhe assim uns guizos para ela pendurar nas coleiras dos gatos que vendo bem não servem para nada a não ser para fazer um barulho um bocado irritante mas como deixei a compra da prenda para a última hora já havia muito pouca escolha na loja do chinês. Ela agradeceu mas vi bem que olhou para aquilo com ar de quem vai enfiar os guizos no baú e até é melhor assim porque ela afinal sempre é minha vizinha e depois com a barulheira nem ela dormia nem eu!

 

 

 

Quando chegou à vez da Micaela eu comecei a ficar nervosa porque percebi que as coisas estavam a descambar. Ela recebeu assim uma campainha a dizer "Ring for Sex" que é como quem diz toca e chama o sexo e ela riu-se muito porque desde que acabou com a Nilda a mulher parece que anda doida e marcha tudo desde que tenha um bom par de mamas e uma pardaleca a condizer.

 

A Idalete recebeu um rolo de papel higiénico do kamasutra lésbico que aquilo era uma pouca vergonha mas ela gostou tanto que se levantou logo e disse que lhe tinha dado uma vontade súbita de ir à casa de banho o que eu não gosto nada que aconteça em minha casa porque se têm vontade que façam antes de vir que a meu ver até é falta de educação chegar a casa doutra pessoa e arrear o calhau e deixar a casa empestada durante horas a fio.

 

A Zefa estava toda contente porque a prenda dela era a maior de todas mas quando abriu e viu uma enorme pila preta com um papelinho agarrado em baixo a dizer "para quando tiveres vontade de coçar os tomates" deu-lhe uma fúria daquelas épicas e desata a atirar coisas à cabeça da Micaela e da Idalete que se riam como umas perdidas e o que vale é que agarrou numas figurinhas de porcelana que a Rosalina me tinha oferecido e que só estavam ali porque ela andava por aí a dizer que eu não gostava das prendas dela e eu disse que era mentira e até gostava das figurinhas das criancinhas com umas bolas e uns balões que pareciam do século passado mas até não me importei quando aquilo ficou assim tudo feito em caquinhos.

 

 

O único problema é que nem tive tempo de limpar a casa porque assim que elas saíram tive que ir a correr buscar as minhas primas que estavam fartas de me mandar mensagens a perguntar onde é que eu andava porque queriam ir para a terra e não queriam chegar lá de noite. Peguei na Cátia e no calhambeque e lá fomos pela estrada nacional fora até que quando estávamos quase a chegar aquilo desata aos soluços e aos coices e ficou-se mesmo no meio da estrada. Eu e a Cátia conseguimos empurrar a carripana até à berma enquanto as minhas primas se sentavam numas rochas a reclamar e a mandar mensagens às amigas e pôr posts no feicebuque a dizerem onde estavam como se aquilo servisse para alguma coisa porque ali no fim do mundo e com o frio que estava até parece que ia aparecer alguém para nos ajudar.

 

Foi aí que me arrependi de não ter ido pela auto-estrada porque apesar das portagens estarem pela hora da morte se há algum azar vêm logo uns senhores dizer que a gente não pode estar ali paradas e nós dizemos que não conseguimos pôr o carro a trabalhar e eles bufam mas mandam vir alguém para reparar a avaria porque os outros utentes também pagaram para usar aquela via que deve estar sempre livre e desimpedida e sem um grupo de mulheres à beira dum ataque de nervos na berma da estrada.

 

Na estrada nacional já quase ninguém passa a não ser o ocasional camionista que pára só para nos perguntar qual é o preço da mamada. Nós ao início ainda ficávamos indignadas com aquilo e eu dizia para eles seguirem em frente que na próxima curva costuma estar a Amélia Zarolha que lhes fazia o servicinho por um preço em conta. Mas ao fim dumas horas ali ao frio e à chuva quando pára o Zé Miguel da tia Alice e nos pergunta se lhe fazemos uma mamada nós já com o desespero que levávamos dissemos que sim mas ele tinha que nos pôr o carro a andar. Não foi fácil negociar com ele, para além da mamada tivemos que lhe dar uma cena lésbica de bónus e por fim ele lá concordou e desempanou-nos o carro enquanto a Cátia entrava em acção de joelhos no chão. Coitada da rapariga que teve que se prestar àquilo mas como ela se recusou a contribuir para as despesas da viagem acho que ficámos quites!

 

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publicado às 08:50



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