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As melhores músicas de fufas

por Lucelia, em 13.06.14

 

 

 

 

Inauguro hoje aqui uma nova rubrica porque me parece que as meninas andam muito desanimadas com a vida e não pode ser! Arriba pessoal, ainda há muita festa pela frente!

 

Escolhi duas músicas assim de mulheres mais da nossa idade porque ainda não percebi bem a cena da juventude sáfica mas lá chegarei! E não venham cá dizer que estas não são lésbicas porque a Nena tá na cara e no corpo todo que é, a Kim joga definitivamente para os dois lados e a Samantha Fox, ui ui, essa é um verdadeiro portento da humanidade no geral e das mulheres em particular e quem disser que nunca se babou para cima dos melões da Samantha não é fufa nem aqui nem na China!

 

 

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publicado às 12:53

Marchas e arraiais

por Lucelia, em 12.06.14
Marcha do Orgulho LGBT 2014
Arraial Pride 2014

Ora então parece que este mês de Junho vai ser um fartar vilanagem de festas como nunca se viu no nosso país e arredores. E nós que não somos menos que as outras também vamos participar e até já estamos a preparar umas t-shirts para levar à marcha, e se a coisa se der até ao arraial que vai ser no último fim-de-semana do mês e vai ser de arrasar! Nós nesse dia vamos estar junto à barraquinha das outras do Clube Safo, na esperança que nos ajudem a divulgar a existência do nosso Clube e nos aceitem no seu seio como boas fufas que somos. A ver vamos, sabemos que há a questão do gaipo geracional que é assim uma espécie de diferença muito grande entre nós, as novas, e elas, que já cá andam há muitos anos a lutar pelos nossos direitos. Mas caso não nos enxotem lá estaremos em franco convívio umas com as outras a beber umas bejecas e a comer uns tremoços e a sorrir muito para as que se atreverem a ir pela primeira vez a uma festa convívio da magnitude do arraial.

 

Por falar em festas e em primeiras vezes a Tininha no outro dia perguntou-me porque é que eu não escrevia sobre os encontros românticos entre as mulheres, até porque este mês vai ser propício a encontros entre corações solitários e todos sabem que as mulheres gostam muito de fazer arranjinhos umas para a outras, e umas com as outras também, mas isso fica para depois porque ainda tenho que ir ali à Micaela ver se me dá um jeito ao cabelo porque vamos ver as marchas, mas estas são as do povo e não das fufas e dos gays. Eu só vou porque me disseram que há um bar novo que abriu de meninas e já que tenho boleia aproveito para ir espreitar, que isto há que se manter actualizada. Por falar nisso tenho que disponibilizar aqui uma lista de sítios para as meninas do nosso Clube, e não só, saberem onde podem encontrar outras que partilhem interesses similares aos seus. Depois das marchas ainda vamos a Alfama comer umas sardinhas se bem que eu nem gosto de sardinhas, apesar do que dizem por aí sobre as lésbicas e o peixe, há que esclarecer que as passarinhas ao contrário das sardinhas não têm espinhas, se é para andar o tempo todo a lamber e a cuspir, eu passo!

 

Mas passemos aos conselhos que hoje trago para partilhar convosco caras leitoras alvoroçadas, acalmai as passarinhas que já lá vamos!

 

1. Como saber que uma mulher está interessada em nós? Devia ser muito fácil, começava-se por um olhar, e depois chegávamos perto da presa e dizíamos "tomamos um copo?" Só que no que toca a mulheres nunca nada é muito fácil. Por exemplo no outro dia estávamos numa tasca a comemorar o divórcio da Zefa quando sinto uma mulher a olhar para mim como quem diz "come-me". E eu contente, pois claro, por muito que a Cátia me aqueça o corpo nas noites frias da Rinchoa, uma pessoa não fica indiferente ao interesse alheio, ainda por cima ela não era nada de se deitar fora! Assim como quem não quer a coisa deixei tombar o copo de vinho na mesa e aproveitei a confusão para me esgueirar para a casa de banho, sentindo os passos da outra a seguir-me e sorrindo como se me tivesse calhado a sorte grande. Quando ela entrou vira-se para mim e diz-me: "Olá, sou a Anabela do 5 à Sec da Damaia. Era só para te dizer que te esqueceste lá duma camisa, e se não a fores buscar o Sr. Manel vai dá-la aos ciganos do mercado municipal". E pumba, fecha-me a porta na cara e eu fiquei sem saber se aquele "só" trazia água no bico. É que as mulheres falam sempre torto por linhas direitas e será que ela queria que eu fosse lá buscar a camisa? Estava já eu a imaginar-me deitada por cima da Anabela numa pilha de roupa lavada a despi-la com destreza quando entra a Micaela e me diz que nem pensar em enrolar-me com ela porque anda de caso com a Maria José da Brandoa que como toda a gente sabe é má como as cobras e pior ainda do que a Zefa no que toca a arranjar confusões e eu como até já passei uma temporada no chilindró por causa da Zefa e prezo muito os meus dentes acho que vou ter de esquecer a minha rica camisa que será vendida no mercado municipal por meia dúzia de tostões.

 

2. O que fazer quando se sabe que a mulher está interessada em nós? Apesar das Anabelas que se nos atravessam na vida e das quais devemos fugir como diabo da cruz, porque as mulheres tem boca grande e quando se enrolam contam logo a três das suas melhores amigas que depois se encarregam de espalhar pelo resto, haverá algumas mulheres livres e desimpedidas que de facto chegam até nós, nem que seja pela net, e nos dizem "gostava muito de te conhecer, marca um lugar e eu estarei lá". Ui quando nos fazem isto é que nos entalam de vez porque uma pessoa fica sem saber por onde começar. Um jantar num restaurante está fora de questão, até porque pode dar-se o caso da outra assumir que somos nós que pagamos, porque fomos nós que marcámos, e nós assumimos o contrário pelo que quando chega a conta é um ver se te havias para ver qual das duas se consegue pirar dali para fora o mais rapidamente possível. E isto é assumindo que vamos querer passar a imensidão de tempo que dura o jantar com uma pessoa que mal conhecemos. Vai que ela abre a boca e percebemos que é alguém sem interesse nem cultura de espécie alguma. Depois temos que estar a fazer conversa, sobre o tempo ou sobre as vacas que crescem tão viçosas ali para os lados da Moita. Não sendo jantar as outras opções são um café, mais rápido e mais barato, ou um passeio no parque o que será a melhor opção porque podemos sempre dizer "olha está ali a minha prima e tenho que ir ter com ela coitadinha que sofre duma doença incurável e os médicos não lhe dão mais de três dias" e ala que se faz tarde mesmo que não haja prima nenhuma num raio de vários quilómetros. É a opção cobarde, assumo. Mas assim a outra fica a pensar que somos tão boazinhas e vamos dando a desculpa da prima moribunda até perceberem que o raio da prima nunca mais morre e nós claro justificamo-nos com os milagres da medicina moderna que as pessoas hoje em dia vivem muito mais para além do esperado!

 

3. O que fazer quando chega a hora H e nós percebemos que afinal não era bem aquilo que queríamos? Assumindo que o café escorregou bem, ela até nos parece uma pessoa simpática e cordial, inteligente q.b., e não é uma daquelas de meter medo ao susto que isto com a idade as exigências vão dimuindo, sim porque se tiver os dentes todos no sítio, se não for estrábica, se não tiver um nariz daqueles que nos fazem desviar a cabeça sempre que avançam na nossa direcção, se se vestir decentemente, aqui a porca torce o rabo porque eu sei que devia ser menos esquisita com as indumentárias das lésbicas que embarcam neste tipo de encontros, mas lá está, se me aparece uma daquelas de cabelo rapado, de t-shirt largueirona e de calção a querer cair pelo rabo abaixo, eu começo logo a revirar os olhos e digo que estou com os calores, é a menopausa precoce, e "olha lá vai a minha prima moribunda a passar, peço desculpa mas ela coitadinha não dura nem mais um dia", e adeus até ao meu regresso maria ivone, tá quieta que eu nunca, mas nunca irei enfiar as minhas mãos dentro dum calção de cor verde tropa! Se eu fosse a contar as primas moribundas que já vieram ao meu auxílio em situações deste género eram mais de cinquenta! Uma outra maneira muito bera a usar só em situações de desespero extremo é quando nos viramos para a mulher ali deitada e vimos que por safo, eu nunca serei capaz, é de fingir que estamos com náuseas horríveis, daquelas que nos deixam dobradas em duas. Nessa altura nem é preciso fazer mais nada é vê-las a apanhar a roupa do chão e a fugirem a sete pés. Entre primas e naúseas alguma coisa se arranja sempre, dependendo se temos que continuar a falar com a pessoa ou se a probabilidade de a voltarmos a ver é quase nula.

 

Bom mas agora tenho que ir andando que a minha vida não é só isto e as marchas estão quase a começar, ala que se faz tarde, vamos todas para a festa, encontramo-nos por aí?

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publicado às 19:47

 

 

Piarece que a cidade de Lisbioa estiá chieia de espanholes que não consieguem encontrar alojamento pelo que eu e as minhas amigas da Rinchoa resolviemos disponibilizar quiartos para hoje e amianhã, 100 ieuros por piessoa, passaides pialavra se encontraides ialmas espanhiolas que precisem de diescanço antes, durante e apiós o apito final.

 

Temos uma dezena de quartos, é só passarem o contacto 936 969 696 da NOS mas que não é de nenhuma de nós, pertence a uma menina que é quase como se fosse um IVR mas em bom porque percebe o que se lhe diz logo à primeira e põe-los logo em contacto connosco.

 

Quanto a direcções é só dizerem aos espanholes que a Rinchioa fica muito próxima do estádio da Champions, que assim que saem do aeropuerto é só virar na seguiunda cirquiolar à dirieita e seguir siempre em friente até chegar a uma pliaca que diz “Rinchoa”, não tem nada que enganar. Encontrarão aqui um grupo de chicas mui disponibeles para os fazerem passar uns bions bocados. Se não tivierem bilhiete para o jogo, não fá mal porque o Sr. Vitor disponibiliza o visionamento no seu restiaurante Estriela do Diemo e se o Cristiano marcar ele diz que paga uma rodada a todos os presentes.

 

Hoje e amanhã somos todos espanholes e espanholas e prometemos muita farra e muitas copas e tapas e massagiens e limpezas de pieles e de pienis, para os probecitos que forem ao estádio e venham de lá esgotados piorque não vai haver transpiortes e de lá até à Rinchoa a pé faz-se, é sempre em frente, não tem nada que enganar, mas por causa da subida do palácio de Queluz é possível que as biolhas dos pés rebientem mas não se apoquientem porque temos mezinhas e remedios para todos os viossos miales estiares. A Micaela e a Idalina aguardam-vos com expectativa, venir venir que o futuro está para vir, já ali ao virar da esquina, e vamos fazer uma enorme fiesta, seguida duma boa siesta com meninas que não se importam de vos siervir, tenho aqui já uma voluntária de seu nome Cátia... paafffffffffffffttttttttttttttttttt!!! Ai ai ai!!! Pronto a Cátia acaba de me informar via biqueira do sapato que se retirou da lista de disponíveis, mas não há problema porque à falta de Cátias arranjam-se Dinas, Susanas, Marinas, é só dizer!

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publicado às 15:07

Coisas assim assim da net

por Lucelia, em 15.05.14

 

 

Há umas mulheres que escrevem na net e nos mostram como dizer uma coisa e o seu contrário num só parágrafo de tal forma que o leitor incauto chega ao fim do texto e não percebeu patavina daquilo que leu. Como exemplo poderia ser o parágrafo seguinte.

 

"Esta tem sido uma semana de emoções fortes e contraditórias. O caminho tem-se feito caminhando, mas sempre dando conta do recado, tentando sempre rodear-me das pessoas que me amam e que eu mais amo porque sem elas nada disto faria sentido e só faz sentido porque elas estão comigo e fazem-me sentir a pessoa mais sortuda do universo. A verdade é que a vida se faz por ciclos e se ontem tudo parecia descarrilar hoje o sol brilhou e está tudo mais bonito e verdejante com uns apontamentos de cor que nos aquecem a alma e aligeiram o coração. E isto porque a vida ou o próprio destino se encarrega de nos mandar sempre as respostas certas mesmo que por vezes não sejam aquelas que esperaríamos que fossem. É assim que o mundo volta à sua serenidade depois de pequenas tempestades que temporariamente nos toldaram a visão e nos fizeram pôr em causa muitas coisas que hoje já voltaram aos seus devidos lugares e às quais damos muito mais valor depois de tudo pelo que passámos. Temos que aceitar, ser humildes e voltar a olhar para a vida como se fosse pela primeira vez, como uma criança acabada de nascer e que abre os olhos e vê o rosto da sua mãe pela primeira vez e ambas sabem que começa ali uma jornada cheia de desafios mas também repleta de alegrias e vivências em família que as irão tornar pessoas melhores e mais fortes." Irra que nervos!!!

 

Não digo que algumas mulheres não sintam necessidade de extravasar o seu lado poético-fofucho e vai de encher páginas e páginas de lugares comuns e expressões de nos levar ao vómito (por favor nem me falem da tranquilidade que nasce depois do caos!) mas eu que sou uma pessoa que gosto de perceber as coisas leio aquilo tudo e fico sem perceber o que se passou com a fulana! Parece que faltam ali pontos nos i’s e eu quero saber porque é que a coisa descarrilou! Imagino logo que foi a criancinha que lhe deu um fanico e vomitou-se toda para cima dela depois de ter passado duas horas e tal a maquilhar-se e a transformar-se em borboleta qual crisálida que sai do casulo e assim que dá o primeiro voo da manhã, pumba, leva com um jacto de vómito verde em cima e claro que com uma camada de dejectos dessa natureza nas trombas uma pessoa não vê nada, nem luz nem cor nem sol nem porra nenhuma! Mas depois de um bom banho é natural que a pessoa se sinta melhor e veja a vida com um olhar renovado, quanto mais não seja tudo lhe parecerá mais limpo e bem cheiroso a não ser que a criança se vomite toda novamente e é talvez daí que lhe venha a vontade de escrever sobre ciclos.

 

É que há vezes em que a gente tá muito bem contente da vida a pensar que está um dia bonito de sol sim senhora e depois vem uma criancinha ou um cão e dá-lhe uma caganeira daquelas que sai de esguicho por todo o lado e aí garanto que é uma explosão de cor como nunca se viu igual! É isto, gostava que essas mulheres escrevessem assim, isto é que era mostrar a alma aos leitores que as seguem, dizer preto no branco que a vida é uma merda com todas as letras porque apanharam o marido agarrado à melhor amiga, numa pose que não deixa margem para dúvidas, e isso é o fim do mundo tal como o conhecem! Mas é só naquele momento porque no dia seguinte estão elas agarradas ao marido da melhor amiga ou quem sabe à irmã do seu próprio marido e vingam-se e veem-se e cada vez que têm um orgasmo gritam “filho da p... que me fod... os cornos, agora é a minha vez e quem ri por último ri melhor!” Como podem ver eu até não sou contra o uso de lugares comuns, desde que se perceba o contexto!

 

Talvez o mal seja meu, sou demasiado descritiva assumo-o. Quando a Micaela vai e pega numa brasileira e a leva a dar umas voltas eu imagino logo o que estão a fazer e se me pedirem para contar eu digo tudo, porque sei bem o que ela gosta de fazer às brasileiras e também sei por experiência própria que algumas delas não se fazem rogadas e viram-se do avesso e vão e fazem-nos o mesmo a nós. Só não ponho tudo aqui escarrapachado porque depois vem a Cátia e diz que eu tenho uma mente perversa e em vez de estar aqui a contar as badalhoquices da Micaela com as brasileiras devia mas era estar a procurar ideias que nos pudessem tirar deste buraco onde vivemos. Não estamos propriamente aflitas, lá está, a vida é madrasta mas pelo menos temos um tecto por cima das nossas cabeças e por enquanto ainda se vai vivendo menos mal, muito graças à Zefa e aos seus conhecimentos nos estabelecimentos comerciais aqui da zona. Há sempre um ou outro que nos vai facultando um petisquinho e entre as massagens que a Cátia vai fazendo e o dinheirinho da baixa dá para vivermos, isso dá. Não temos é luxos mas eu não sou pessoa de grandes devaneios.

 

Essas outras mulheres enchem os blogues de fotos de sítios maravilhosos e fantásticos e eu por mim queria era uma barraquita perto da praia de preferência no Brasil porque estou farta deste tempo frio e húmido da serra, isto faz-me mal aos ossos e isso como toda a gente sabe tende a piorar com a idade. Os ciclos da vida são muito bons para quem escreve sobre nada, porque nós aqui na Rinchoa sabemos bem que não há cá ciclos nenhuns, caminhamos todas para velhas e nota-se!

 

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publicado às 18:48

Atrás da Moita

por Lucelia, em 12.05.14

A Cátia está aqui a dizer-me que não gosta deste título mas a alternativa seria "atrás do sol posto é onde fica a Moita" por isso decidi encurtar para não cansar as minhas leitoras logo a abrir porque nem sabem o que por aí vem. A Cátia também não queria que eu contasse as nossas peripécias de sábado à noite porque ela diz que pelo que eu escrevo parece que as fufas são assim todas uma espécie de filhas do demo que só atraem azares e chatices mas se as coisas acontecem eu tenho a obrigação de contar tudo tal como foi, mesmo que isso prejudique a imagem que os portugueses e demais mundo tenham de nós.

 

No sabádo estávamos todas quietinhas no sossego dos nossos lares quando uma alminha que mais valia ter ficado calada se lembrou que seria uma boa ideia irmos até às festas da liberdade na Moita, até porque estava uma bonita noite de Primavera e é sempre bom ir arejar de vez em quando para não ganharmos mofo, que os invernos aqui na nossa zona são muito rigorosos e húmidos. Eu até agradeci porque o mau tempo tem um efeito devastador nas mulheres em geral e nas fufas em particular e ao fim dum tempo começamos a andar todas amofinadas umas com as outras e nessa altura o melhor é pegarmos em nós e fazermos uma excursão a qualquer lado. Podíamos era ter ficado mais perto de casa porque a Moita é longe como tudo mesmo que a gente tenha que estabelecer laços para além das pontes para não ficarmos só confinadas aqui às serras e às matas, enfim, lá fomos nós rumo à margem sul para uma noite de diversão e convívio.

 

Demorámos imenso tempo a chegar porque várias mulheres num carro a acharem todas que sabem o caminho quando nenhuma delas tinha posto o pé na Moita é coisa para nos perdermos várias vezes por entre os Sarilhos Grandes e os Pequenos e só quando chegámos à Baixa da Banheira é que percebemos que já estávamos bem para lá da Moita e tivemos que voltar tudo atrás. Uma vez chegadas ao recinto da feira até ficámos agradavelmente surpreendidas porque estava bem compostinho e via-se que a população ali preza muito a liberdade tal era a quantidade de criancinhas que corriam sem supervisão de espécie alguma pelos pais que se encontravam junto às barraquinhas a emborcarem cerveja como se não houvesse amanhã. É também isto a liberdade, entregar-se aos bons momentos sem pensar nas consequências ou mesmo pensando encolher os ombros e dizer "que se lixe! ófaxavor traga mais uma jola e um pires de tremoços!"

 

Estava eu entretida com os meus pensamentos a saborear um panaché quando ouço uns gritos ao longe e vejo a Micaela a esbracejar e a chamar-me e quando chego ao pé dela está a Idalete estatelada no chão agarrada a uma perna a gemer. Não sei porque raio a mulher viu uma daquelas aranhas com elásticos que se prendem nas coxas dos miúdos que depois se põem para ali aos pulos e ela achou que aquilo é que era adrenalina da pura e convenceu o escuteiro a pôr-lhe os arneses porque ela é assim baixinha e ele perguntou-lhe se ela pesava mais de 45 kilos e ela muito escandalizada disse logo que não e ele vai e deixa-a subir para aquilo mas como a Idalete não pesa menos de 45 kilos há mais de 40 anos claro que ao primeiro impulso aquilo soltou-se tudo e a ela veio parar ao meio do chão! Já estava eu a dar-lhe um raspanete quando a Micaela me acalmou e me disse que pelo menos aparentemente não havia ossos partidos sendo que a única consequência da queda foi a Idalete ter ganho um andar à Paulo Gonzo.

 

Fomos ter com as outras que estavam em jovial confraternização com um grupo de fufas da Moita que são moças bem constituídas assim mesmo para o latagonas, deve ser dos ares, elas bem diziam para eu respirar fundo e ver como ali o ar era puro e saudável e a mim cheirava-me vagamente a estrume mas se aquilo é bom para as vacas também deve ser bom para as fufas que se vê mesmo que são viçosas e robustas, deve ser dos caracóis e das bifanas que ali as meninas são finas e comem muitas proteínas. Conversa puxa conversa e elas a dizerem que na margem sul não havia lésbicas como as da Moita, elas eram as rainhas do pedaço e ninguém se atrevia a meter-se com elas e eu a pensar que precisávamos de meninas assim destemidas na Rinchoa, não é que a gente tenha medo mas sentiamo-nos mais confiantes com espécimes daqueles no nosso grupo. Infelizmente a bazófia dá sempre maus resultados, e calhou estar a passar por ali um grupo de fufas do Samouco e as outras começam a mandar bocas porque parece que nessa zona o rio está mais poluído e então as fufas não vingam, ficam assim mais enfezaditas e lingrinhas, daquelas que parece que andam de mal com o mundo, e vai uma dessas e chega-se à chefe do grupo das da Moita e diz-lhe que agora é só garganta mas quando andaram as duas enroladas já não se queixava, especialmente quando lhe pedia para enfiar a mão em punho cerrado pela c... adentro até ao ombro! A outra claro ficou logo muito vermelha e desata a bufar e nem vi quem atirou a primeira pedra porque peguei logo na Maria Antónia e enfiei-me com ela debaixo da cabine de som até acalmarem os ânimos.

 

Quando saímos vimos um cenário dantesco, umas caídas para um lado, sangue a jorrar, dentes partidos, mas o que valeu às nossas é que tiveram o discernimento de se porem atrás das bisarmas da Moita pelo que se safaram sem grandes mazelas, excepto a Zefa que não é de apanhar e ficar-se mas como tem casca grossa conseguiu safar-se só com uns arranhõezitos e uma amolgadela no nariz. Decidimos acabar a noite por ali antes que houvessem mais feridos e depois de trocarmos contactos com as poucas fufas da Moita que ainda se encontravam conscientes saímos do recinto e fomos à procura da carripana o que demorou mais algum tempo porque a Moita é bem maior do que parece à primeira vista, é o mesmo que acontece a quem vem à Rinchoa a pensar que aquilo é só um lugar de passagem e depois apercebe-se que há muito mundo ali, que até temos um Clube Safo e tudo, esperem só chegar ao Verão e vão ver a quantidade de actividades que o nosso Clube vai organizar!

 

Como não há duas sem três estávamos quase a chegar ao carro e a Rosalina começa a dizer que está muito aflitinha e que não ia conseguir aguentar-se até chegar a casa e nós fomos à procura duma moita atrás de onde ela se pudesse aliviar. Assim que se agacha desata aos urros e nós "que se passa mulher?" e ela "pica pica pica!" e nós sem percebermos nada até vermos que ela se tinha sentado precisamente em cima dum cacto! Pegámos nela enrolámo-la na écharpe da Micaela e passamos um bom bocado ali à cata dos espinhos enterrados na carne da Rosalina que veio o caminho todo a gemer e nós a dizer-lhe para ela aproveitar o sofrimento como castigo por todos os seus pecados! Pelo amor de Safo enquanto me lembrar desta noite não me meto noutra igual! Agora se quiserem festas o mais que vou é ali até S. Pedro, se bem que dizem que as festas do Casal de São Brás também são muito bonitas.

 

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publicado às 14:41

 

 

Antes de qualquer outra coisa tenho que clarificar que hoje estou que nem posso desde que percebi que uma das minhas tias me bloqueou no faicebuque e ainda hei-de descobrir-lhe a palavra chave para ir lá pôr uns posts no mural dela porque hoje, e só hoje, estou com um pó às beatas que o melhor é nem se aproximarem de mim! Foi isso e foi a Rosalina que assim sem mais me pergunta porque é que nunca mais fiz um jantar com a Lídia e eu vai e fiquei lívida porque esse nome não se deve pronunciar nas minhas redondezas e ela devia saber isso tão bem como todas as outras fufas aqui da zona que se me vêem dum lado e essa galdéria do outro fazem assim uma espécie de barreira para que eu nem dê por ela se não passo-me! Mas depois lembrei-me que a Rosalina coitada já não vai para nova e aquilo deve ter sido como que um grito de socorro das suas agonizantes celulazinhas neuronais e por esta não a fiz pagar caro, mas santa paciência e mais às fufas de meia idade que se esquecem de tomar o memofante!

 

E se as caras leitoras se estão a interrogar quem será essa tal de Lídia pois que foi uma ex-colega minha com quem tive um caso tórrido até descobrir que ela era casada! Nunca tinha conhecido uma pessoa assim, mentia com quantos dentes tinha, e dizia-me que era solteira e que nunca tinha estado com ninguém antes mas que desde sempre se tinha sentido atraída por mulheres. E eu parva fui na conversa daqueles olhos de amêndoa doce e o decote perfumado que tão bem acompanhava o resto do pacote. Até ao dia em que a Lídia teve uma quebra de tensão muito forte e estava eu assim a abaná-la com as fotocópias dos trabalhos dos meninos quando oiço nos megafones da escola uma voz a dizer "D. Lídia chegou o seu marido" e pumba, já foste! As mulheres em querendo são más como as cobras é o que vos digo!

 

Mas não era nada disso que queria partilhar hoje convosco! Queria contar-vos que esbarrei-me com uma dessas fufas da era antiga e lembrei-me que são elas que dão má fama às mulheres portuguesas no geral e às fufas em particular. Não posso deixar de referir que ela pertence a esse Clube infame que é o da Brandoa, sim porque as fufas aqui da Rinchoa não têm nada a ver com essas e somos pela cor, pela vida, pelo amor e por todas  as coisas boas e bonitas da vida pós-moderna!

 

Porque é que há mulheres que se deixam desleixar a este ponto pergunto-me?

 

Ele é o cabelo, assim curto e escorrido, e muitas vezes grisalho que tintas para elas são as da Cin e mesmo assim só primários incolores! Não digo que gastem horas a aplicar extensões ou a fazer madeixas, eu bem sei o tempo que a Micaela passa a arranjar-se, até perde mais tempo com ela que com as clientes, mas daí a dizerem ao mundo que todas as fufas têm cabelo de rato pelado vai uma enorme distância e é nisso que devíamos investir, nos cabelos senhoras, os cabelos são o vosso cartão de visita, e se quiserem melhorar esse vosso visual é só dizerem porque a Micaela faz-vos uns descontos muito bons lá no salão e ainda vos oferece um cafézinho enquanto esperam pela vossa vez.

 

Ele é os dentes, ou a falta deles. Senhoras, hoje em dia há tantos seguros que por meia dúzia de tostões vos garantem um lugarzinho numa magnífica cadeira de dentista. É preciso ter um certo critério na escolha, é verdade, porque tenho ouvido umas histórias como aquela do Osvaldo careca que quis arranjar os dentes para o casamento do filho mas como o orçamento não dava para tudo falou com uma prima estagiária que lhe fez o servicinho quase de borla mas depois no casamento ao dar uma trinca na sandes de leitão vieram os dentes todos atrás e ele amaldiçoou o momento em que decidiu alugar a charrete para transportar os noivos em vez de ter investido a sério na dentadura. Portanto como digo, os dentes todos no sítio, e todos direitinhos e branquinhos, é meio caminho andado para serem cumprimentadas com um sorriso, que poderão retribuir sem medo. Será por isso que as fufas pré-modernas são tão macambúzias? Terão vergonha dos buracos dentários que a vida madrasta ou uma namorada mais agressiva lhes terá infligido? Se for esse o caso, minhas amigas, ponham uma pedra no passado! Actualizem-se, abram os vossos brousers e escrevam "substituição total e imediata de dentes partidos ou perdidos". Vão ver como um admirável mundo novo se abrirá perante os vossos olhos incrédulos!

 

Ele é a pele, ó senhoras com tantas lojas do Boticário espalhadas por esses shoppings fora, com tantas meninas brasileiras dispostas a fazerem-vos testes cutâneos à borla, por amor de quem sois, já está na hora de começarem a tratar da vossa cútis oleosa e envelhecida! Para além dos cabelos e dos dentes, uma pele tonificada e bem cuidada diz muito sobre nós, que somos mulheres e gostamos muito de nos cuidarmos tanto ou mais do que as outras, até porque os homens não ligam grande coisa à aparência das mulheres e nem sabem distinguir um creme para os pés dum creme esfoliante. Não se iludam minhas amigas, as mulheres cuidam-se por causa das outras mulheres, e esse é o grande segredo das brasileiras e é por isso que elas agradam duma forma tão transversal , a novos e a velhos, a homens e a mulheres, a todos elas cativam com a sua graça e o seu charme e a imensidão de horas que passam em salões de estética a esfoliarem-se, a depilarem-se a massajarem-se, lá está, a gente vai por um caminho e vê logo que é um mau caminho mas digam lá que não gostam?

 

E por favor não me façam falar dos pelos! Nas pernas, nas axilas e nas virilhas é logo morte súbita e fim de jogo imediato! As mulheres têm que andar sempre depiladas e ponto final. Não há desculpa absolutamente nenhuma para não o fazerem, nem sequer a falta de tempo porque se têm tempo para levar o Tinoco à manicure canina também têm tempo para levar as vossas perninhas ao salão da Micaela!

 

Ia agora falar da roupa mas reconheço que nesse campo perco-me um bom bocado porque não sou daquelas fufas fashionistas e nem sequer tenho grande gosto para os trapos. Sei do que não gosto, de camisas largas e calções, calções por safo! Antes túnicas, agora calções! Calções é para putos, daqueles ranhosos e lingrinhas, não para mulheres! E camisas largas é para disfarçar obesidade e não para esconder o que de melhor têm as mulheres! Se não gostam de ter seios, se não gostam de os mostrar, o melhor é consultarem um especialista. Não há mulher que seja mesmo e intimamente no fundo feminina que não goste de ter e de ver um bom par de mamas. Pequenas ou grandes desde que sejam exibidas com orgulho, é o que queremos, pedimos, pelamo-nos para ver e já estou de novo naquele mau caminho, que agora é muito perigoso porque a Cátia não gosta que eu escreva sobre estas coisas, enfim!

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publicado às 09:30

A ida à rádio

por Lucelia, em 30.04.14

 

 

Ainda não tinha tido tempo para vir aqui contar a nossa ida à rádio mas também não sei se valerá a pena porque correu tão mal que mais valia nem termos saído de casa. É que eu até estranhei o convite, porque assim de repente não estou a ver quem falou de nós ao Tó Mané que é o rapaz que coordena as manhãs da rádio na Rádio Ocidente – Sintra. Eu até confesso que gosto de ouvir esta rádio porque é assim mais orientada para a nossa região e de vez em quando sorteiam uns vales de compras para o Fórum Sintra e até já ganhei um mas era para uma casa que lá há que faz limpezas às peles mortas dos pés com uns peixinhos que parece que gostam tanto daquilo que se agarram às peles tal como a gente se agarra aos camarões em dias de casamentos de primos e sobrinhos. Mas aquilo fez-me impressão e nem sequer gosto que me mexam nos pés, quanto mais arrancarem-me peles e cutículas pelo que acabei por dar o vale à Idalete.

 

Mas fiquei muito contente com o convite e achei que seria uma boa oportunidade para divulgar o Clube e conseguirmos chegar a mais lésbicas que estivessem por aí a necessitar de apoio porque como eu sempre digo temos que ser umas para outras e há por aí muitas que não devem ter apoio de espécie alguma e nós sempre temos uma forma organizada de chegar onde é preciso. Isto pensava eu com os meus botões, sim porque afirmo-o com frontalidade que tenho um enorme orgulho em ter criado o nosso Clube na Rinchoa e quero mostrar à região e quem sabe até ao país como nos diferenciamos das outras, especialmente das da Brandoa que são más como as cobras e só querem é dizer mal das meninas da Rinchoa que se preocupam com o combate à discriminação e com os demais direitos das fufas de todo o país!

 

Numa dessas belas manhãs de nevoeiro tão características desta zona do país, lá fomos nós para a rádio para sermos entrevistadas pelos meninos da Rádio Ocidente – Sintra. Eu devia ter desconfiado logo quando fomos recebidas com tanta simpatia e deferência, e sempre a dizerem para nos pormos à vontade, se queríamos um cafézinho ou um cházinho, e já agora umas queijadinhas do Preto e nós todas contentes a pensar que os meninos estavam a ser uns queridos connosco. Vai daí lá nos puseram uns auscultadores nos ouvidos e ouviu-se a voz do Tó Mané a dizer "está a gravar!"

 

O rapaz que estava a fazer a entrevista começa por perguntar quem éramos e o que fazíamos e nós lá dissemos, eu que era professora primária, a Micaela que trabalha num salão de cabeleireiro e estética, a Maria Antónia que trabalha numa óptica, a Zefa que tem uma agência imobiliária, a Rosalina que é beata e contribui muitíssimo para o bem estar moral da nossa freguesia e por aí fora. E o rapaz a insistir que não era isso que queria saber, queria saber quais as nossas especialidades e eu já a bufar que já lhe tinha dito tudo o que sabia sobre as ocupações profissionais de cada uma de nós e vai daí ele pergunta o que fazemos umas com as outras e eu passei a explicar que fazemos inúmeras actividades, nomeadamente organizamos passeios e excursões e também participamos em manifestações quando são relevantes para a nossa causa, como foi a excursão que fizemos à Assembleia da República para reclamar da vergonha que foi o voto contra a co-adopção de crianças entre casais do mesmo sexo e ele voltava a carga que também não era isso que queria saber, queria que lhe disséssemos o que fazíamos umas às outras e eu tapada que sou burra mesmo sem perceber nada até que a Micaela começa-me a ficar muito vermelha e a fazer assim um O com a boca e eu preocupada porque de repente pensei que a rapariga lhe ia dar um treco ali em directo na rádio regional quando estava todo um país em potência ali dependurado nas nossas palavras.

 

Só me caiu a ficha quando o rapaz com um sorrisinho parvo vai e pergunta como foi a primeira vez que  lambi a c... duma mulher e aí eu confesso que me passei forte e feio. Devia ter tido a presença de espírito para pegar nos auscultadores e enfiar-lhe com eles na testa mas não, fiquei tão danada que me esqueci que estava na rádio e desato aos gritos a proferir impropérios que se calhar até já tinha lambido a c... da mãe dele e vai que ela até tinha gostado e tinha-se vindo aos gritos e que tinha sido uma vergonha tão grande na vizinhança que ainda hoje ela não pode lá pôr os pés e esqueci-me que não era só o rapaz que estava de auscultadores, estavam todos e só quando os vi aos tombos assim a baterem com a cabeça uns nos outros e nas paredes feito baratas tontas é que percebi que me tinha excedido e me acalmei o suficiente para pegar em mim e nas meninas e sairmos porta fora para nunca mais voltar!

 

Só depois é que a Micaela me contou que tinha percebido logo que o rapaz queria saber se nos encontrávamos para fazermos orgias e que queria saber o que fazíamos umas às outras nessas situações. A sério, nunca me teria ocorrido tal coisa! Fiquei tão danada que durante uns dias nem sintonizei a Rádio Ocidente – Sintra, é que às vezes parece-me que já não há uma réstia de decência neste país!!

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publicado às 11:56

 

 

 

Prezo muitíssimo os dignos leitores que chegam ao nosso humilde espaço através de pesquisas que acabam por poder vir a ser uma nova oportunidade de negócio para nós, como esta que junta esses dois monstros sagrados do imaginário erótico masculino, as meninas e os carros. Realmente era algo que nunca me tinha passado pela cabeça mas temos meninas, temos muita água e sabão também não falta pelo que se quiserem ter os vossos carros lavados pelas meninas da Rinchoa é só enviar um mail que a gente trata já do assunto. Aliás a Micaela e a Idalete ficaram tão excitadas com a ideia que pegaram num balde e foram praticar na carrinha de caixa aberta do Sr. Vitor do restaurante Estrela do Demo.

 

Espero é que os leitores não se importem que as meninas do Clube já não vão propriamente para novas, mas aqui somos pela diversidade e em querendo somos todas "meninas" até passarmos dos noventa. O que importa é o entusiasmo e a motivação, haja alegria e tudo se conjuga. Hoje estou assim optimista, estive a passear-me por uns sites de lésbicas brasileiras, que parece que agora se chamam de sapas que sempre é mais moderno do que sapatonas, pior que isso só o nosso tristemente português fressureiras, havia lá maneira mais nojenta de apelidarem as meninas que gostam de outras meninas. Vá lá que as brasileiras encurtaram a coisa para sapas, nós por cá usamos fufas mas também há muito quem não goste de se ver assim apelidada, por mim não me importo, qualquer coisa é melhor que fressureirismo ou tribadismo ou outras coisas que invoquem em nós coisas nojentas quando estamos muito longe disso.

 

Ainda assim não me vou pôr para aqui a falar de amor, isto não é um blog desses cor-de-rosinha pois que os há, mesmo de lésbicas e tudo, já os vi e não gostei nada, com barrinhas a contar os dias que faltam para o dia do casamento e os dias que faltam para o dia da ovulação da que vai ficar prenha, é o que eu digo, lacinhos e passarinhos não é comigo nem nunca foi! Mais depressa o meu irmão andava a pôr ganchinhos no cabelo do que eu, nunca gostei dessas mariquices, eu gostava era de ver as carripanas do meu pai a funcionar e se não fosse cá por coisas tinha mantido o negócio dele que dá sempre jeito ter um bom mecânico por perto. Ainda por cima agora com esta nova oportunidade de negócio fazia já aqui um dois-em-um, punha as meninas a lavar os carros enquanto eu dava uma geral por dentro, que é como quem diz, afinava-lhes o motor e trocava-lhes o óleo que era uma limpeza. Uma oficina só de meninas, já estou a ver o filme aqui a rodar na minha cabeça, "Meninas & Carros", e depois contratávamos as brasileiras do salão da Micaela para  irem barbear os clientes enquanto esperavam pelos carros, ei lá, meninas, naifas e carros, a coisa está-se a compôr!

 

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publicado às 14:42

Séries de fufas - Faking It

por Lucelia, em 28.04.14

MTV Shows

 

A coisa tem estado muito morna por estes lados, é do tempo ou da falta de paciência para andar a ver o que se passa por essa net fora até porque ultimamente ou é de mim ou me parece que as coisas já estiveram melhores para os nossos lados, dizem que é da crise mas se fossemos agora ficar à espera de melhores dias não havia sexo para ninguém durante muitos e longos anos! Enfim adiante que daqui a pouco a Cátia chega e vai começar a atazanar-me o juízo porque ela não gosta nada que eu esteja na net, nem sei bem porquê porque eu o que vejo mais é receitas de bolos e de tartes e de quiches e tudo com muito bom aspecto porque se há coisa que não existe na net é más experiências culinárias, dessas e das outras, mas das outras não posso falar se não a Cátia apanha-me já com a boca na botija que é uma limpeza.

 

Nas minhas deambulações virtuais encontrei esta série que me parece ser interessante, não pelo tema em si mas porque uma das moças tem potencial. O tema vai-se a ver e até que é relevante se bem que só na América é que duas miúdas iam inventar que eram fufas para serem populares no liceu, se bem que uma delas é mesmo, ó se é! E esse deverá ser o busílis da questão, ou seja começam por inventar um romance entre elas e depois uma delas vai querer mesmo saber o que é saltar para as cue... coelhinhos, vão é querer saltar como os coelhos e uma delas vai gostar mais do que a outra que não vai perceber porquê tanta tensão com um par de mam... digo saltos e por aí fora já se está a ver que vai dar confusão e que a série não vai prestar para nada mas a mocita fufa-quase-lá vale uns minutinhos da nossa atenção. Essa se eu a visse por aqui trazia-a logo para a minha beira e explicava-lhe uma coisita ou outra sobre miúdas parvas que se fazem passar por lésbicas para engatarem rapazes!

 

Vamos lá por partes, eu não digo que uma pessoa não experimente cenas no liceu, que é precisamente uma altura da vida que se presta a esse tipo de devaneios. Agora inventar que se é uma coisa que não se é só para ganhar pontos é uma enorme estupidez, e além disso leva a situações de rejeição em que não ganhamos nada, a não ser uma enorme chapada na cara que foi o que me aconteceu quando me declarei à Tininha por trás do pavilhão de ginástica e caí para cima dela assim como se me estivesse a dar um fanico mas não estava, era só porque ela trazia um decote daqueles que não nos deixam olhar para mais lado nenhum e depois eu em vez de me fingir de desvanecida fui logo garganeira e pus-lhe as mãos por baixo da camisola e ela claro, pumba no toutiço para eu não me ficar a rir! Em minha defesa devo dizer que tinha quase a certeza que a Tininha ia gostar das minhas mãos de fada, por coisas que agora não posso contar aqui porque ela era menor, embora eu também fosse mas eu sempre era virgem!

 

Por causa da Tininha e de outras ainda antes dela eu sempre soube que era lésbica dos quatro costados, e daquelas que nem com palas nos olhos e uma mola no nariz conseguiria deitar-me ao lado dum gajo, quanto mais depois deixar que ele me fizesse as coisas que os homens fazem às mulheres, cruzes credo, que nojo! É verdade que sempre tive aversão a homens, a começar logo pelo meu irmão que é um parvalhão de primeira apanha e que é homossexual mas não é por causa disso que ele é parvo e cínico. Nunca me entendi com ele e comecei logo a ganhar aversão ao outro sexo assim que percebi que ele era tudo para ele e nada para mais ninguém, egoísta, mesquinho, enfim, já me está aqui a dar voltas só de pensar, o melhor que ele fez foi mesmo emigrar! Tenho aversão a homens e a crianças, estas últimas um dia contarei as histórias que levaram à minha baixa prolongada mas por enquanto ainda é cedo e não me posso exaltar porque me começam logo a dar umas pontadas aqui no peito e começo a ver umas estrelinhas a piscar e isso dá-me cá uns ataques de ansiedade que não passam nem com dois ou três comprimidos.

 

Também tinha aversão aos animais mas agora tem dias desde que estive presa e conheci uma lésbica gordalhufa que se chamava Eva Gina o que era um bocado irónico considerando que ela já nem possuía a dita cuja. A Eva contou-me que foi o cão dela, que era zarolho mas que tinha um faro como nunca se tinha visto, que detectou que ela tinha um problema nas partes intimas e que se arreliava tanto quando ela o punha ao colo que a levou a suspeitar que havia ali qualquer coisa de errado. E foi o rafeiro que lhe salvou a vida apesar de não lhe ter salvo a va... enfim, isso, que o médico teve que lhe tirar tudo e ela ficou frígida o que lhe estragou brutalmente a vida porque vivia de esquemas com estrangeiras que vinham cá à procura de sol, sal e sexo. Foi uma dessas estrangeiras que a denunciou quando percebeu que a Eva Gina já nem sequer a tinha e sentindo-se defraudada foi à polícia e ela foi dentro, o que foi uma grandessíssima injustiça porque a Eva podia já não ter va... mas tinha dedos e língua, tá bem que ficava metade do serviço por fazer mas uma pessoa tem que ir a jogo com o que tem, mesmo que prometa mais do que aquilo que pode dar!

 

Se calhar por isso esta nova série já me está a causar uma certa urticária, porque começa com muitas promessas e a gente já está mesmo a ver como é que aquilo vai acabar. A miúda que é fufa vai-se apaixonar pela outra que não vai estar nem aí e vai ser um desatino a não ser que apareça uma toda giraça para a salvar, era bom, estamos a precisar de heroínas no mundo das fufas, tal é a desgraça que vai por esse mundo fora, é que parece que é só histórias de gajos, com gajos e para gajos, irra que já começa a enjoar!

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publicado às 21:46

Let's talk about sex

por Lucelia, em 23.03.14

 

 

Reparei no outro dia que vinham aqui parar leitores à procura de "sexo na Rinchoa". Eu sinceramente gabo-vos a paciência porque sexo por estes lados é coisa que não há quase nunca embora ultimamente não me posso queixar muito porque a Cátia não paga renda mas em troca faz-me umas massagens que me põem como nova enquanto o diabo esfrega um olho, ou se calhar dois, porque ele não deve gostar muito de ver estas cenas entre nós, sim porque o diabo tem toda a pinta de ser gay empedernido daqueles que não pode sequer ver uma mulher vestida quanto mais nua!

 

Bom mas passando ao assunto em epígrafe queria aqui exemplificar porque é que as mulheres no geral têm significativamente menos sexo do que os homens, sendo que o problema agudiza-se no caso das lésbicas e passo a explicar o porquê.

 

Ora então imaginemos dois gays que estão com vontade de ir para a brincadeira. No meu entender a conversa seria algo do género:

 

G1: E então o Benfica? Aquele Cardozo não anda lá a fazer nada não achas?

G2: Acho. Vamos foder?

G1: Vamos!

 

Já se forem duas lésbicas a coisa irá passar-se da seguinte forma:

L1: As gatas da Salomé hoje não me deixaram dormir.

L2: Eu não dei por nada, tu é que estás sempre a implicar com as gatas.

L1: Tens que ir apanhar a roupa, ouvi dizer que hoje ia chover.

L2: Que mania tens tu de me mandar fazer coisas, eu não sou tua empregada!

L1: Não és mas também bem podias contribuir já que não me pagas renda nem nada.

L2: Estás sempre a atirar-me isso à cara, pois fica sabendo que eu já contribuí e muito! Só eu sei o que te aturei no passado!

L1: No passado eu não me importava em ter-te comigo, agora é um martírio!

L2: Ai é? E então aquilo que me pediste para te fazer ontem foi exactamente o quê?

L1: Que inconveniente que tu és! Estás sempre a aproveitar-te dos meus momentos de fraqueza!

L2: Da próxima vez vou fingir que nem te ouvi!

L1: Não sejas assim, sabes que eu reclamo mas depois até gosto vá.

L2: Não, nem penses! Estou farta de levar patadas, eu não nasci para ser saco de porrada de ninguém e muito menos duma fufa de meia idade que já não vai para nova e não tem onde cair morta!

L1: Anda cá que eu preciso de te mostrar uma coisa.

L2: Agora não vou, nem que me pagasses!

L1: Eu prometo que não volto a gritar contigo.

L2: Isso é que era bom, não volto a cair nas tuas falinhas mansas.

L1: Raça de mulher teimosa, mas quem me manda a mim meter-me com miúdas mais novas, é sempre uma carga de trabalhos!

L2: É pois, mas depois até gostas!

L1: Gosto! Pois gosto! É a minha maior fraqueza gostar de lambisgóias e se não fosses tão mula vinhas agora aqui e davas-me um beijo!

 

Por isso caros leitores vos digo que por vezes até há sexo na Rinchoa sim senhora mas por vezes temos que dar tantas voltas até lá chegar que só sendo muito paciente e mesmo assim! E caras leitoras antes de andarem por aí a dizer que os homens são uma carga de trabalhos que se calhar era mais fácil terem relações com mulheres eu digo-vos já para esquecerem! As mulheres são dez vezes piores! Minto, mil vezes piores! Não ouvem, e quando ouvem fingem que ouviram coisas que não dissemos e depois vêm com aquela coisa dos "subentendidos" porque nós dissemos que o casaco era verde mas elas acharam que tínhamos dito que era rosa e começam logo a embirrar com as cores e a partir daí embirram com tudo o resto. Se somos mais cheiínhas começam logo com os suspiros que devíamos ir ao ginásio e "não é que sejas gorda" mas "estás muito desleixada" e é um ver se te havias até nos inscrevermos num ginásio onde não fazemos intenção de pôr os pés mas é só para não nos chatearem mais a mioleira.

 

Sobre os cabelos e as unhas então nem vou falar disso! E a roupa? Sim sim, pensam que uma mulher olha para outra e vê alguém bem arranjada e elogia? Isso é que era bom! É logo "esse casaco era da tua tia Felismina?" e que não se usa há mais de cinquenta anos, mesmo que a gente jure a pés juntos que o comprámos no ano passado, tá bem que foi numa feira de artigos usados que costumam fazer na Brandoa, mas tinha ar de novo o raio do casaco!

 

De maneiras que é assim, as relações com mulheres são uma verdadeira dor de cabeça que nem lembra ao diabo! Aliás ele deve é estar a rir-se de mim, e de todas as fufas da Rinchoa e arredores porque o que mais vai por aqui é confusão e da grossa, andamos todas de candeias às avessas umas com as outras porque desde que a Cátia se veio enfiar cá em casa as outras recusam-se a vir cá e cada vez que me vêem na rua viram-me a cara, como se eu tivesse cometido algum crime!

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publicado às 16:37


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